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por Vivo Seu Dinheiro

Você sabe como funciona o pedágio? Descubra

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Quando você decide fazer uma viagem de carro, a probabilidade de passar por um pedágio é grande. Somado ao dinheiro gasto com combustível do automóvel, os custos podem pesar no bolso. Mas tudo depende, é claro, do número de postos pelos quais o veículo passou e ainda do valor da tarifa que é aplicada naquele local.

De maneira geral, a ideia é que os pedágios sirvam como uma alternativa para manter a qualidade das estradas. Ou seja, você paga um valor a cada vez que passa por um deles e a quantia vai servir para financiar a manutenção das pistas daquela região.

Pedágio e o setor privado

A administração das estradas é um serviço de natureza pública, que caberia ao governo federal, estadual ou municipal, de acordo com cada caso. Embora essa não seja a regra, na maioria das vezes os pedágios brasileiros são administrados pelo setor privado.

Na prática, isso significa que, ao receber a concessão da rodovia, a empresa passa a ter o direito de exploração daquele trecho durante o prazo determinado em contrato, através das tarifas cobradas. Em contrapartida, seu dever é garantir o bom funcionamento das estradas que administra.

Carros de pequeno porte pagam tarifa de pedágio menor. Foto: iStock, Getty Images

Tipo de veículo influencia no valor do pedágio. Foto: iStock, Getty Images

Cálculo que define o valor do pedágio

O valor cobrado na tarifa de um pedágio não é o mesmo em diferentes regiões do país. Ele pode, inclusive, variar em locais que são próximos. De acordo com a assessoria da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), o motivo são os fatores levados em conta na hora de definir o preço a ser aplicado.

Entre eles estão a necessidade de investimentos que uma rodovia exige, o fluxo previsto em diferentes épocas, a carga tributária, o custo dos empréstimos e mesmo do atendimento. Ele também varia de um veículo para o outro, a partir da avaliação do impacto que pode ser causado no pavimento. É por isso que um carro, por exemplo, vai pagar menos que um ônibus.

Para realizar o cálculo, a assessoria da ARTESP explica que é utilizado ainda o conceito de tarifa quilométrica, que corresponde a um valor fixo por quilômetro, mas que varia em função da categoria atribuída a uma rodovia, de acordo com a sua quantidade de pistas.

Ao todo, são três as categorias disponíveis: sistema rodoviário (rodovias paralelas, ambas com pista dupla, canteiro ou barreira central), estradas de pista dupla (com canteiro central, barreira física ou visual) e estradas de pista simples (uma faixa por sentido).

Mas você sabia que nem sempre é obrigatório o pagamento do pedágio? Em São Paulo, a ARTESP explica que a isenção é prevista para veículos de propriedade da Polícia Militar Rodoviária, de atendimento público de emergência (quando em serviço), das forças militares (quando em instrução ou manobra) e ainda para oficiais do Executivo, Legislativo e do Judiciário.

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