Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Vale investir no Tesouro Direto na crise? Saiba se os riscos aumentam

A- A+

A conjuntura econômica e política do país gera uma série de dúvidas. Como não poderia deixar de ser, a área de investimentos não fica imune a incertezas. Será que é uma boa investir no Tesouro Direto na crise? Por se tratar de um título público, um empréstimo concedido ao governo federal, a pergunta é compreensível.

Avaliando Tesouro Direto na crise

Aplicação nasceu em 2002 para facilitar o acesso da pessoa física a títulos públicos. Foto: iStock, Getty Images

Tesouro Direto na crise vale a pena?

Quando o assunto são os títulos públicos, a perspectiva de crescimento da dívida pública vem assombrando muitos investidores, que temem não receber o pagamento no vencimento. Mas se a ideia é apostar no Tesouro Direto na crise, o receio pode ser um tanto exagerado.

Conforme o economista Celso Afonso Monteiro Pudwell, a modalidade Tesouro Selic é uma das que oferecem menos riscos, mesmo no cenário pouco animador da economia. “Esses títulos podem ser vendidos antes do vencimento, sem perda de capital, apenas com o pagamento de imposto de Renda de acordo com o período aplicado”, esclarece.

Pudwell foi um dos primeiros investidores do Tesouro Direto no Brasil, começando em 2003 – um ano após a modalidade ser apresentada no país. Em 2013, o economista lançou um curso para ensinar a investir em títulos públicos e também em renda fixa.

Segundo ele, além do Tesouro Selic, outras boas opções são o Tesouro IPCA e o Tesouro Prefixado. Mas fique atento: nessas duas modalidades, caso o investidor venda o título antes do vencimento, pode sofrer alguma perda. “Recomenda-se, para ambos os títulos, mantê-los até o vencimento, especialmente para investidores não treinados com esse produto”, indica.

O economista destaca ainda que, apesar do crescimento da dívida pública por um certo tempo, é possível que sejam tomadas medidas no sentido de mantê-la estável em relação à produção nacional e até de declínio, no futuro.

Por isso, não há necessidade de sair vendendo os títulos. “Eu indico a manutenção dos títulos até o vencimento e, se a pessoa tiver recursos disponíveis, efetuar novas compras”, aponta.

Você vai se interessar por:

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um investimento que permite à pessoa física comprar títulos públicos do governo federal, de forma direta, via internet. Em outras palavras, o cidadão torna-se credor do governo. Por meio da compra de títulos, ele empresta dinheiro à União, que devolve corrigido na data de vencimento acertada quando da aquisição.

O programa foi desenvolvido em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&F Bovespa. O sucesso que tem feito entre os investidores não é à toa. Essa foi uma forma de ampliar o acesso aos títulos públicos, oferecendo títulos de forma direta, com valores partindo de R$ 30.

Antes disso, o cidadão só tinha acesso aos títulos federais de forma indireta, por meio de fundos de renda fixa oferecidos pelos bancos. No entanto, as taxas de administração cobradas pelas instituições bancárias faziam com que o investimento fosse pouco atrativo, principalmente para valores baixos.

Além de ser uma das aplicações financeiras com menor risco disponíveis no mercado atualmente, o Tesouro Direto ainda oferece boa rentabilidade e liquidez diária.

 

E para você, o que parece a ideia de investir no Tesouro Direto na crise? Comente!

O controle financeiro pessoal e o futebol
como lucrar vendendo cosméticos
vale a pena usar roupas de marca
quando vale a pena comprar título de capitalização
esteira ou bicicleta ergométrica
dicas para comprar uma boa esteira