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por Vivo Seu Dinheiro

Tipos de sociedade: como escolher o melhor para seu negócio

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Antes de empreender, é preciso estudar a legislação para descobrir como a futura empresa deve ser situada no espectro jurídico. O Código Civil brasileiro é claro: no que refere à forma de constituição, as companhias precisam escolher entre seis tipos de sociedade empresariais para serem consideradas legais. Mas você sabe quais são eles?

Analisando os tipos de sociedade

Em primeiro lugar, é preciso entender que as empresas podem ser sistematizadas em diversas categorias. É possível classificá-las pelo setor econômico de atuação, pelo tamanho, pela quantidade de sócios e pelos objetivos, por exemplo.

Aqui, analisaremos a forma de constituição. O novo Código Civil de 2002 estabelece que as empresas devem ser divididas entre os seguintes tipos de sociedade:

Sociedade em nome coletivo

Esse tipo de sociedade é formado unicamente por pessoas físicas. Os sócios respondem solidariamente e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. Isso significa que eles podem limitar entre si as responsabilidades no contrato social, da forma que acharem adequada. O nome oficial da empresa deve ser composto pelo nome de qualquer sócio e a expressão “& CIA”.

tipos de sociedade

Número de envolvidos e sua responsabilidade na gestão definem a sociedade. Foto: iStock, Getty Images

Sociedade em conta de participação

Essa sociedade é formada pelo sócio ostensivo e pelos sócios participantes, os investidores. A participação de cada sócio é controlada em conta especial. Os resultados são apurados e distribuídos de acordo com o valor investido por cada um.

Sociedade em comandita simples

É formada por dois tipos de sócios: os comanditados, que são pessoas físicas responsáveis solidária e ilimitadamente pela empresa, e os comanditários, que entram com investimento e têm direito a uma cota. Os sócios comanditários não podem praticar atos em nome da sociedade, nem ter seus nomes como parte da firma social.

Sociedade em comandita por ações

Nessa sociedade, o capital é dividido em ações e regulado pelas mesmas normas das sociedades anônimas. Há duas categorias de acionistas, que se assemelham aos sócios comanditados e aos comanditários.

Sociedade limitada

Trata-se da forma mais comum de sociedade. A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas cotas de capital social, mas todos os sócios respondem solidariamente pela integralização dele. Em geral, a nomenclatura oficial desse tipo de sociedade contém a expressão “Ltda”.

É o tipo de sociedade mais adotado pelas pequenas empresas, pela simplicidade dos processos. A sociedade limitada pode assumir a forma de Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP), desde que seja feita uma declaração.

Sociedade anônima

A sociedade anônima (S/A) é a escolhida pela maioria das empresas de grande porte. A nomenclatura contém a abreviação S/A, S.A ou SA. Essas sociedades podem ser classificadas como sociedades de capital fechado e sociedades de capital aberto.

Se você ficou com alguma dúvida, a dica é consultar um contador da sua confiança, porque esses profissionais são especialistas na legislação empresarial. Assim, você diminui a margem de erros e conta com apoio para tomar a melhor decisão.

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Você precisa de um sócio?

Agora que você já conhece os tipos de sociedade aprovados pela jurisdição brasileira, chegou a hora de avaliar se é válido firmar uma parceria e de que forma ela pode contribuir para sua empresa.

Capacidade de investimento, divisão de despesas, auxílio para tomar decisões estratégicas. A escolha de um sócio pode ser motivada por diversos fatores. Mas é preciso ficar atento e avaliar o perfil do futuro sócio para descobrir se a parceria dará certo em médio e longo prazo.

Em uma sociedade, as decisões devem ser tomadas em conjunto, e esse é um dos motivos mais comuns para o desentendimento entre as partes. Você acha que é melhor expandir a empresa, mas seu sócio pretende continuar apenas no mercado local. Muitas vezes, a única saída acaba sendo romper a parceria e negociar a participação de cada um.

Por isso, antes de tomar a decisão, você precisa conhecer ao máximo a pessoa com quem vai dividir a empresa. O ideal é que seja um profissional com um perfil complementar ao seu: procure alguém cujos pontos fortes coincidam com o seus pontos fracos e cuja área de conhecimento seja complementar à sua. Assim, a soma de habilidades e de recursos tende a deixar a empresa mais forte.

 

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