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Teste: Você está reagindo bem à alta das despesas mensais?

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Há 13 anos, o brasileiro não enfrentava uma alta tão impactante nas despesas mensais. No acumulado entre janeiro e outubro, segundo dados do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial, atingiu a marca de 8,49% – o mais próximo já registrado dos 9,17% de outubro de 2003.

Alta foi puxada pelos custos com habitação (1,15%), transportes (0,8%) e alimentação e bebidas (0,62%) – todos gastos considerados básicos no orçamento familiar.

Na área alimentícia, frango inteiro (alta de 5,11%), batata inglesa (4,22%), arroz (2,15%), pão francês (1,14%) e carnes (0,97%) puxaram o índice para cima. Mas entre todos os itens avaliados no IPCA-15, nada subiu mais que o botijão de gás, o vilão da vez, que acumula elevação de 16,11% em dois meses.

Alimentação pesa nas despesas mensais

Setor de alimentação é um dos responsáveis pela alta da inflação no Brasil. Foto: iStock, Getty Images

Se, para o Governo Federal e o Banco Central, a alta da inflação representa dificuldade no controle dos preços, para o consumidor, a realidade não é muito diferente e pode ser sentida no bolso, com o aumento das despesas mensais.

Conforme explica o economista Bernardo Baggio, o impacto mais imediato desse aumento é a queda no poder de compra – aquela velha sensação de gastar demais no mercado, por exemplo, mas ainda assim sair com as sacolas quase vazias. Ou seja, os preços sobem, mas o salário recebido no início de cada mês não acompanha a variação do mercado.

Para aqueles que decidem manter o mesmo padrão de vida, mesmo com o custo de vida mais alto, o perigo é o endividamento. Não é à toa que, de acordo com pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de consumidores com contas atrasadas subiu 4,8% no mês de agosto, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Ainda segundo estimativa do SPC Brasil e da CNDL, o nome de 57,3 milhões de consumidores constavam em cadastros de inadimplência em agosto devido a atrasos em pagamentos. O número equivale a cerca de 39% da população brasileira adulta com idades entre 18 e 95 anos.

Com o momento de instabilidade, a saída é buscar alternativas para diminuir gastos e ficar longe do endividamento. E na sua casa, como tem sido a reação à alta das despesas mensais? Será que você está em crise, em risco ou com as finanças em dia? Faça o teste a seguir e descubra!

 

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