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por Vivo Seu Dinheiro

Tem R$ 10 mil na caderneta de poupança? Saiba onde investir

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Você trabalhou, economizou e conseguiu juntar uma boa quantia na caderneta de poupança. Com R$ 10 mil na conta, surge a dúvida: que destino dar a esse dinheiro? Gastar, manter o investimento ou buscar uma aplicação de maior rentabilidade?

É natural que, ao acumular um valor na poupança, você pense em diversificar os investimentos. Afinal, onde o seu dinheiro está agora, há segurança, mas lucro pequeno. Será que vale correr algum risco para alçar voos maiores?

Caderneta de poupança é opção de investimentos.

Liquidez, segurança e rentabilidade devem ser considerados ao começar a investir. Foto: Shutterstock

Ficar ou sair da caderneta de poupança?

Essa não é uma pergunta tão simples quanto parece. Não é somente uma questão de onde o dinheiro está rendendo mais. “Para algumas pessoas, dependendo dos objetivos, o melhor mesmo é continuar na caderneta de poupança”, avalia Sérgio Soldera, professor de Finanças da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Segundo ele, o primeiro passo antes de escolher qualquer tipo de aplicação é definir por quanto tempo quer manter o dinheiro investido e qual o risco que aceita correr. “Se você prefere um investimento onde pode retirar o recurso a qualquer momento, a sua prioridade é a liquidez, que é a capacidade de converter a aplicação em dinheiro”, explica.

Nesse caso, entretanto, a remuneração será sempre menor. “Quanto menor o tempo disponível para manter o dinheiro aplicado, menos lucro você terá”, aponta. As aplicações mais rentáveis são aquelas mais longas, de cinco anos, dez anos ou mais.

O segundo passo é verificar em quais aplicações o seu recurso se enquadra. “Com R$ 10 mil acumulados na caderneta de poupança, não se pode fazer uma boa aplicação em CDB, por exemplo. Nesse caso, seria necessário ter entre R$ 150 mil e R$ 200 mil”, ensina Soldera.

Tesouro Direto é alternativa à caderneta de poupança

O professor de Finanças indica que, com um montante de R$ 10 mil ou menos, investir no Tesouro Direto (títulos do governo) é a melhor opção atualmente. Há maior liquidez (pois há muitos prazos disponíveis para retirada do recurso), segurança e garantia de boa remuneração, superior à da caderneta de poupança.

Há também os fundos de investimento, porém 80% do lastro financeiro desses fundos têm base no Tesouro Direto. Dessa forma, é preciso gastar um pouco mais com o banco, enquanto nos títulos públicos você faz quase tudo sozinho.

“Para gastar menos, procure seu gerente e vincule os ganhos do Tesouro Direto à sua conta. Você precisa do agente financeiro para comprar e vender os títulos”, explica.

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O bê-a-bá dos títulos públicos

LTN

Qualquer aplicação nas Letras do Tesouro Nacional (LTN) rendem mais se forem acima de dois anos. Nesse prazo, a alíquota de Imposto de Renda (IR) sobre o rendimento fica em 15%. Se fizer por menos de seis meses, vai para 22%. Hoje, se pode comprar títulos até 2021, com rendimento prefixado em 16%, ou seja, é ganho garantido.

NTN-B

Com as Notas do Tesouro Nacional – série B (NTN-B), o investidor ganha a taxa de juros prometida, que é uma mescla entre a taxa de juros prefixada e a inflação. Pode investir em prazos diferentes, até mesmo de dois ou três meses.  

NTN-F

A taxa das Notas do Tesouro Nacional – série F (NTN-F) é prefixada e sempre será paga de acordo com o que foi definido no momento da aplicação. Hoje, está em torno de 16%, e esse será seu lucro mesmo que os juros apresentem queda.

“Estamos no topo da onda da taxa de juros. Há perspectiva de que comece a descer em 2016, então, o melhor momento de investir é agora”, aconselha Soldera.

LFT

As Letras Financeiras do Tesouro (LFT) remuneram sobre a taxa Selic. A vantagem é que, além de ser um investimento de renda fixa, paga a rentabilidade diariamente (ao contrário da caderneta de poupança, que agrega o rendimento no final do mês). A desvantagem é a incidência de IR.

 

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