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por Vivo Seu Dinheiro

Sua empresa está no vermelho? Encontre a saída de emergência

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Na sua vida pessoal, ao gastar mais do que ganha e contrair dívidas, a solução mais comum é mudar seus hábitos de consumo e deixar de lado alguns caprichos. Mas quando estamos falando de uma atividade empresarial, a questão é mais complicada e, muitas vezes, uma saída de emergência é necessária.

Afinal, um empresário que atue no comércio, por exemplo, mesmo que tenha uma empresa pequena, já terá compromissos firmados com fornecedores, proprietário do ponto e funcionários. E quando o negócio não dá lucro, mas o empresário ainda tem a esperança de recuperá-lo, se ele não tiver êxito na tentativa, só irá se afundar mais ainda.

Homem precisa de uma saída de emergência

Recuperação judicial é oportunidade para a empresa continuar operando na crise. Foto: iStock, Getty Images

Coloque a casa em ordem

Quando as dívidas da empresa não são calamitosas, a saída de emergência é organizar o caixa o mais rápido possível e negociar os compromissos com os credores. Não empurre a situação com a barriga, achando que no mês que vem tudo vai melhorar e, então, você finalmente poderá atender a ligação do fornecedor que está até agora esperando o seu pagamento.

Primeiro, procure identificar por que o negócio está tendo prejuízo e tente reverter a situação. Acredite: nessa hora, vale muito a pena contar com o auxílio de um consultor. A partir daí, planeje o fluxo de caixa, ou seja, tenha uma estimativa das receitas e despesas para os próximos meses.

Dessa forma, você saberá quanto dinheiro poderá dedicar ao pagamento dos credores e, na hora de conversar com eles, conseguirá expor com sinceridade a situação, tentando chegar a um acordo para parcelar o que está devendo. O credor será mais compreensivo se notar em você uma legítima intenção de pagar o que deve.

Recuperação judicial pode ser saída de emergência

Caso a situação seja mais grave e os credores não estejam satisfeitos e nem convencidos de que você realmente vai pagar a dívida, uma saída de emergência pode ser apelar para a recuperação judicial, uma medida para evitar a falência.

Trata-se de um pedido feito à Justiça para que seja dada a oportunidade de reorganização do negócio antes de ele fechar por inadimplência. Os ritos, etapas e especificações de um processo de recuperação judicial estão regulados pela Lei Nº 11.101/2005.

Depois que o juiz despachar o pedido, a empresa tem um prazo de 60 dias para elaborar um plano de recuperação, que é um documento no qual o devedor apresenta uma projeção das medidas que serão tomadas para tirar o negócio do vermelho.

O juiz avalia o plano e, se aprovado, os credores têm 180 dias para também analisá-lo, decidindo pela aprovação ou não. A mediação entre as duas partes é feita por um administrador judicial. Se o juiz ou os credores rejeitarem o plano de recuperação, a falência é decretada.

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Falência é a cartada final

Se nenhuma saída de emergência deu certo e não há perspectivas de salvar a empresa, não resta outra alternativa se não decretar falência. Afinal, se o negócio for mantido, os débitos continuarão se acumulando e o empresário poderá ter sérios problemas até mesmo como pessoa física – talvez perdendo patrimônio para saldar pendências.

Quando é decretada a falência, a Justiça nomeia um administrador para cuidar da massa falida. Isso quer dizer que todos os bens da empresa serão vendidos, seja por meio de leilão, propostas fechadas ou pregão.

Com o dinheiro arrecadado, são pagos os direitos trabalhistas em primeiro lugar, depois os bancos, o administrador da massa falida, o governo e, por último, os fornecedores.

 

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