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por Vivo Seu Dinheiro

Sistema de amortização constante prevê a redução da dívida

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Na hora de buscar crédito para adquirir um bem de alto valor, são tantos os tipos de financiamento que pode ficar difícil escolher. Afinal, quem não tem experiência na área pode não saber a diferença entre uma modalidade e outra. Você já ouviu falar, por exemplo, no sistema de amortização constante?

Não se apresse em responder “não”. É provável que você conheça os financiamentos cujas parcelas têm seu valor reduzido à medida que o tempo vai passando. É desse sistema que estamos falando, sendo muito utilizado no mercado imobiliário, também com o nome de Tabela SAC.

Casal aceita o sistema de amortização constante

Parcelas decrescentes são usadas com bastante frequência no mercado imobiliário. Foto: iStock, Getty Images

Entenda o sistema de amortização constante

Amortização nada mais é do que a redução de uma dívida por meio de pagamento parcial ou gradual, acertado previamente entre devedor e credor. A partir desse esclarecimento, já se pode ter uma ideia melhor do que é o SAC.

A fórmula para calcular o sistema de amortização constante é simples: basta dividir o valor financiado pelo número de meses restantes e aplicar a taxa de juros pré-definida sobre o total do saldo devedor. Como o saldo será menor a cada parcela paga, o valor reduz a cada mês.

Exemplo de cálculo:

  1. Considere em uma dívida de R$ 110.500,00, a ser paga em 360 meses, com juros de 0,72% ao mês
  2. Primeiramente, se deve dividir o valor total (R$ 110.500,00) pelo número de meses (360), o que resultará em uma parcela de R$ 306,94
  3. A primeira prestação do financimento considerará os R$ 306,94, acrescidos de 0,72% de juro sobre o saldo devedor (que é o valor total). Assim, o valor em questão será de R$ 1.102,54
  4. Já a segunda parcela terá os mesmos R$ 306,94, com o mesmo juro de 0,72%, porém ele será aplicado sobre um saldo devedor menor. Assim, o valor ficará em R$ 1.100,33
  5. Já a terceira prestação será de R$ 1.098,12 e as demais vão reduzindo, seguindo o mesmo raciocínio.

O impacto da amortização

No início, o devedor não nota uma diferença tão significativa nos valores com a amortização. Entretanto, quando estiver mais perto do final das prestações, poderá perceber uma queda expressiva nos valores, em comparação ao que pagava no início dos pagamentos.

É bastante comum, em financiamentos muito extensos, aplicar a correção monetária para compensar o efeito da inflação. Geralmente, o balizador é a Taxa Referencial (TR), que é acrescida ao juro mensal.

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Quando se fala em financiamento de veículos, o sistema mais utilizado é a Tabela Price. Diferentemente da Tabela SAC, suas prestações têm sempre o mesmo valor, mesmo com o passar dos anos.

Seu cálculo se baseia no sistema de juros compostos, que são as taxas de um determinado período acrescidas ao capital para o cálculo de novos juros no período seguinte. Em outras palavras, trata-se de acrescentar taxas a um valor inicial e, no cálculo da prestação seguinte, o valor devido (já com juros) é acrescido de novos juros.

 

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