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por Vivo Seu Dinheiro

Seu parceiro é pão duro? Veja dicas para manter harmonia do casal

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É natural que um casal, em qualquer estágio do relacionamento, tenha que lidar com gastos a dois. Desde quem paga a conta no primeiro encontro até a divisão das despesas domésticas no final do mês depois de casados, a vida do casal é permeada por questões que envolvem finanças. E quando tem um pão duro na relação, o zelo excessivo com os gastos pode ser sinônimo de briga em casa.

A psicóloga americana Susan Forward investigou a relação do dinheiro com as emoções. Suas conclusões ajudam a entender por que o assunto às vezes é tão delicado entre os casais. Conforme a pesquisadora, já na infância o dinheiro ganha significados emocionais, quando os pais usam o dinheiro para premiar os filhos pelo bom comportamento ou então castigá-los por terem desobedecido – quem nunca foi ameaçado com o corte da mesada?

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Por mais delicado que seja o assunto, é preciso conversar para resolver a situação. Foto: iStock, by Getty Images

Tais medidas fazem com que a criança associe dinheiro a carinho. Na vida adulta, essa relação se manifesta, por exemplo, quando uma mulher se sente desvalorizada por ter de dividir a conta do restaurante, ou quando o marido, mesmo estando no vermelho, compra presentes caros para agradar a mulher. Ser pão duro ou ser consumista demais, para a psicóloga, teria a ver, portanto, com essa relação entre o dinheiro e o afeto.

Diferença entre ser pão duro e saber economizar

Na convivência diária, ainda mais entre um casal, em que as emoções estão sempre à flor da pele, o comportamento consumista de um ou o jeito pão duro de ser de outro, pode quebrar a harmonia do casal. Justamente porque o fato de não querer gastar dinheiro pode ser visto pelo outro como falta de zelo pelo parceiro ou pelo relacionamento, como concluiu a psicóloga americana.

Muitas vezes, as discussões acontecem porque o parceiro pão duro justifica sua resistência a gastar com o que considera supérfluo sob o argumento de que é preciso economizar. A questão é que usar o dinheiro de forma racional e planejada não tem necessariamente a ver com deixar de ir ao aniversário de um amigo para não gastar com presente ou comprar produtos de má qualidade só porque são (um pouco) mais baratos.

Diálogo é sempre o melhor caminho

A grande diferença entre o pão duro e a pessoa que sabe economizar é que a segunda tem a capacidade de identificar quando e onde vale a pena gastar seu dinheiro, enquanto o pão-duro acha que nunca vale a pena. Se o seu parceiro está no segundo grupo, o diálogo ainda é a melhor saída. Por mais delicado que seja o assunto, é preciso conversar sobre isso para fazê-lo relativizar a relação com o dinheiro.

Diante de um olhar torto do parceiro pão duro quando você chega em casa com uma roupa nova, tente explicar o valor daquela peça não era apenas um desejo ou você não comprou somente porque achou bonita, mas porque precisava de uma roupa nova para uma reunião importante no trabalho ou porque aquele tecido é mais durável. Enfim, faça-o perceber o gasto sob outra perspectiva.

Quando o parceiro pão duro abre mão da vida social, é ainda mais importante dialogar. É claro que um casal que está com as contas apertadas para pagar o financiamento da casa própria não deve esbanjar dinheiro em festas toda semana, mas o aniversário de um grande amigo é uma exceção que fará bem ao casal. Tente explicar como participar daquele evento será importante para manter fortes os laços afetivos do casal.

Encontrar o ponto de equilíbrio é uma jornada que tem altos e baixos, por isso, requer paciência e compreensão mútua. Nada que seja tão sacrificante quando o objetivo é garantir a harmonia do casal.

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