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por Vivo Seu Dinheiro

Seguro para motos: avalie a proteção do seu veículo

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Um belo dia de sol, você tira a sua nova motocicleta da garagem. Tudo vai bem, até que o semáforo fica vermelho, você para o veículo e é abordado por uma dupla de assaltantes armados. Em poucos segundos, eles levam de você um bem que ainda nem foi integralmente pago. Quer prevenir esse tipo de prejuízo? Saiba como funciona o seguro para motos e descubra como as apólices são calculadas.

Motociclistas avaliam seguro para motos

Decisão de aderir ao seguro deve levar em conta os riscos de colisão e furto. Foto: iStock, Getty Images

Como funciona o seguro para motos

Assim como acontece com os automóveis, o seguro para motos é calculado de acordo com o tamanho do risco que a seguradora irá assumir.

A lógica é simples: ao contratar um seguro, você transfere o risco para a seguradora, pois é ela que precisará arcar com os prejuízos em caso de sinistro. Assim, quanto maior a chance de um acidente ou furto acontecer, mais você precisará pagar por essa transferência de risco.

O cálculo do risco é baseado em dados estatísticos, e leva em conta dados como gênero e idade do condutor (homens e jovens pagam mais, pois, estatisticamente, se envolvem em mais acidentes), utilização (se você usa a moto para ir à faculdade, pagará mais do que quem só usa o veículo para lazer) e região (cidades com índice de roubo e furto menor tendem a gerar apólices mais baratas).

Na hora de escolher pela modalidade de seguro para motos, você terá de decidir entre duas opções principais:

  • Cobertura simplificada: costuma cobrir apenas roubo, furto e incêndio, dependendo da seguradora. É mais barata do que a cobertura compreensiva.
  • Cobertura compreensiva: abrange todos os riscos básicos, como roubo, furto, incêndio, raio, explosão e colisão. É mais cara do que a cobertura simplificada.

Nem todas as motos são seguradas

É importante entender que as seguradoras não oferecem coberturas para todos os modelos de motocicletas. Há empresas, por exemplo, que não aceitam segurar modelos super-esportivos, pela alta incidência de acidentes e pelo custo relacionado a cada sinistro.

Além disso, quem utiliza a moto para trabalho (como office-boys) também tende a encontrar dificuldades. Há seguradoras que se negam a conceder o seguro, devido ao frequente envolvimento desse perfil de condutor em sinistros.

De modo geral, as motos com mais aceitação – e menor preço do prêmio – por parte das seguradoras são os modelos utilizados para lazer, como as “custom” e as estradeiras.

Por serem frequentemente associadas a motociclistas mais maduros, que fazem parte de grupos de entusiastas e possuem um perfil que se expõe menos a riscos (pais de família), esse veículos tendem a possuir os menores prêmios (percentualmente) do mercado.

Por outro lado, modelos pequenos, utilizados no dia a dia, costumam custar mais caro para os segurados. Em alguns casos, dependendo da empresa, o prêmio anual pode chegar a até 30% do valor da moto.

Vale a pena fazer seguro para motos?

A resposta certeira é: depende. Para descobrir se o seguro vale a pena para você, a dica é analisar a sua rotina de forma criteriosa.

Se você investiu um alto valor e corre muitos riscos, seja por deixar a moto estacionada na rua ou por utilizá-la com muita frequência, vale a pena contratar um seguro, mesmo que considere os valores elevados. É uma proteção ao seu patrimônio.

Por outro lado, se utiliza sua motocicleta esporadicamente, percorre distâncias curtas e nunca a deixa em lugares públicos, pode optar por não contratar esse tipo de proteção – mas é preciso estar ciente de que não estará livre de riscos.

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Tudo depende do seu perfil de utilização, dos riscos que corre diariamente e da facilidade que você teria para compensar o investimento feito na motocicleta em caso de acidente ou furto.

A dica final é pesquisar o máximo possível antes de assinar qualquer contrato. As cotações tendem a variar bastante entre as seguradoras e corretoras, razão pela qual é essencial fazer uma busca abrangente para conseguir o melhor preço, comparando valores e critérios da cobertura.

 

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