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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba se previdência privada vale a pena para você

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A previdência privada é uma opção ao benefício à aposentadoria ligada ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A principal diferença entre ela e a Previdência Social está no fato de que, na primeira, o contribuinte pode escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela é feita, recebendo de forma proporcional ao que contribuiu.

De modo geral, a previdência privada oferece duas formas de tributação, a depender da forma de resgate escolhida pela contribuinte. A primeira delas segue uma tabela de tributação regressiva, que favorece o resgate do dinheiro em uma única vez. A outra forma segue uma tabela de tributação progressiva e é mais indicada para quem quer receber o investimento de modo parcelado.

Tipos de previdência privada

Existem dos tipos básicos de previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A principal diferença entre os dois está na sua forma de declaração no Imposto de Renda.

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A previdência privada deve ser vista como um investimento para o futuro. Foto: iStock, by Getty Images

O PGBL pode ser abatido na declaração de Imposto de Renda, mas é taxado assim que o dinheiro é sacado, levando em consideração o montante integral. Já o VGBL não pode ser abatido na declaração do IR, mas, quando o investimento é sacado, o imposto só incide sob os rendimentos, não o montante integral.

Previdência privada como investimento

Independente do tipo de previdência privada escolhida, ela deve ser vista como um investimento para o futuro. Mas é preciso que o contribuinte tome cuidados antes de aderir a um plano de aposentadoria complementar.

Entre algumas desvantagens da modalidade estão suas taxas de manutenção e rentabilidade inferiores às da caderneta de poupança. Outro risco são as altas taxas cobradas em caso de interrupção do plano.

Como é um investimento a longo prazo, em caso de desistência do plano, o contribuinte tem direito a receber de volta o valor investido, mas pode pagar altas tarifas de imposto e sair no prejuízo. Ela não é uma boa opção de investimento, então, para quem pode precisar de liquidez em caso de emergências financeiras.

Para quem a previdência privada é vantajosa?

Para especialistas, ela só deve ser considerada quando os cálculos referentes às contribuições ao INSS não garantem uma vida confortável no futuro. Isso vale, principalmente, para quem trabalha sob o regime de carteira assinada, que é obrigado a contribuir com a Previdência Social, e ganha bem acima do teto estabelecido pelo INSS: atualmente, R$ 4.390,24.

Uma exceção é para jovens na casa dos 20 anos e em início de carreira. Eles têm ainda tem muito tempo de contribuição pela frente e são beneficiados por instituições financeiras que aceitam pequenos aportes mensais que não pesam no bolso.

Em alguns casos, a previdência privada é oferecida como benefício pela própria empresa. A depender dos contrapartidas oferecidas (pequenos descontos na folha de pagamento, menores taxas de manutenção e redução de tarifas em caso de interrupção), ela pode ser uma boa opção como aposentadoria complementar para garantir um futuro mais confortável.

A previdência privada é uma opção também para profissionais autônomos que não contribuem com o INSS. Mas, ao escolherem a aposentadoria privada, eles perdem direitos como auxílios em caso de acidente de trabalho, incapacidade e pensão por morte, auxílio reclusão e aposentadoria especial.

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