Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Saiba qual seria o salário ideal para suprir as necessidades básicas

A- A+

Você tem a impressão de que o seu salário não é suficiente para suprir as necessidades básicas? Há uma boa chance de que isso seja verdade, pois existe uma grande defasagem entre o salário mínimo necessário e o salário mínimo nominal, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Entenda, neste artigo, quais são as necessidades primordiais do cidadão, e compare o custo de vida nas capitais brasileiras.

Mercado de necessidades básicas

Moradores de São Paulo são os que mais sentem no bolso o alto custo de vida. Foto: iStock, Getty Images

Suprindo as necessidades básicas no Brasil

O artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos Humanos é claro: “Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica […]”.

Essa é uma definição pouco abrangente, que deixa de lado questões como educação e transporte, pois esses temas são abordados em outros artigos de forma separada.

No Brasil, uma boa definição das necessidades básicas pode ser encontrada no texto da Constituição Federal de 1988 a respeito do salário mínimo. No artigo 7º, o documento estabelece que o salário mínimo é um direito que deve ser “capaz de atender a necessidades vitais básicas do trabalhador e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

Só que, na prática, não é isso que acontece. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em levantamento realizado todos os meses, o salário mínimo necessário é de R$ 3.795,24 (valores para janeiro de 2016), enquanto o salário mínimo nominal é de apenas R$ 880,00 – quatro vezes menos, portanto.

Para fazer esse cálculo, o instituto obedece o preceito da Constituição Federal e usa como base o Decreto lei nº 399, que estabelece que o gasto com alimentação de um trabalhador adulto não pode ser inferior ao custo da cesta básica de alimentos.

Além disso, é feita uma estimativa do percentual investido em alimentação pelas famílias, para chegar ao valor ideal. Você pode conferir a metodologia completa no site do Dieese.

O ranking das capitais mais caras

Com base na contribuição de usuários, o site Custo de Vida elabora um ranking com as cidades mais caras do Brasil. Funciona assim: o morador da cidade responde a um questionário padrão, e o sistema calcula a média dos valores para chegar à estimativa do custo de vida nessa cidade.

A ferramenta também permite comparar o custo de vida entre as cidades. Por exemplo, em São Paulo, o almoço mais barato custa 20,1% menos que no Rio de Janeiro (R$ 14,59 contra R$ 17,52). Em Salvador, o cafezinho custa 49,2% mais do que em Porto Alegre (R$ 3,79 contra R$ 2,54). E o quilo do pão francês é 18,2% mais caro em Belo Horizonte (R$ 10,34) do que em Curitiba (R$ 8,46).

Confira a seguir a classificação das 27 capitais no ranking elaborado pelo site. Clique sobre o nome da cidade e leia um artigo especial sobre o que impacta no custo de vida em cada uma delas.

São Paulo – SP

Brasília – DF

3º Rio de Janeiro – RJ

Florianópolis – SC

Curitiba – PR

Recife – PE

Porto Alegre – RS

Belo Horizonte – MG

Belém – PA

10º Salvador – BA

11º Vitória – ES

12º Manaus – AM

13º Porto Velho – RO

14º Cuiabá – MT

15º Rio Branco – AC

16º Palmas – TO

17º São Luís – MA

18º Goiânia – GO

19º Boa Vista – RR

20º Natal – RN

21º Teresina – PI

22º Fortaleza – CE

23º Aracaju – SE

24º Campo Grande – MS

25º Maceió – AL

26º João Pessoa – PB

27º Macapá – AP

 

E na sua cidade, está difícil dar conta das necessidades básicas? Comente!

por que as coisas são tão caras no Brasil
valor da cesta básica no Brasil
índices de inflação no Brasil
aplicativos para economizar no supermercado
valor da cesta básica em Palmas
valor da cesta básica em Fortaleza