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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba por que a escalada do dólar representa juros altos

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O aumento dos preços e a consequente redução do nosso poder de compra são influenciados por diversas variáveis. Algumas delas, inclusive, nós nem imaginamos. Você sabe, por exemplo, como a alta do dólar e os juros altos interferem no seu bolso?

Dólar x juros altos

Em momentos de alta do dólar, como ocorre agora, é comum que os juros futuros comecem a subir. Isso significa que os contratos futuros (o compromisso de compra ou venda de um contrato em uma data específica com valor estipulado hoje) estão mais caros.

Alta do dólar contribui para os juros altos

Alta do dólar impacta nos preços e, para contar a inflação, governo eleva os juros. Foto: Shutterstock

Mas é claro que isso não depende apenas do valor do dólar e das oscilações da Bolsa de Mercadorias e Futuros. O cenário político do Brasil, com escândalos e investigações envolvendo membros do governo e instituições representativas, também contribui para essas mudanças.

A alta do dólar, entretanto, não produz consequências apenas no mercado de ativos. Ela atinge várias esferas econômicas, em uma espécie de efeito cascata.

Seu primeiro resultado (os juros futuros) serve como um parâmetro para a expectativa do mercado em relação à taxa Selic, que é a taxa básica de juros para conter a inflação: quando ela está alta, os preços em geral ficam mais caros.

Importados mais caros afetam economia

Um dos exemplos mais simples da relação entre a alta do dólar e a Selic está na importação. Entre as matérias-primas importadas pelo Brasil, há duas extremamente necessárias: petróleo e trigo. Com o dólar valorizado, ocorre um aumento nos preços dos transportes e da alimentação e, consequentemente, vem a alta da inflação.

Para tentar conter o índice, um dos artifícios do governo é elevar a taxa Selic. Nesse caso, com os juros altos, a tendência aponta para a redução do crédito e do consumo, enquanto as empresas tendem a frear o aumento dos preços.

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Relações menos estreitas

Um estudo divulgado recentemente pelo Itaú Unibanco diz que a relação entre a escalada do dólar e os juros altos não é, assim, tão automática. O relatório aponta que, quando a volatilidade da moeda norte-americana é provisória, os efeitos na inflação são menores.

A depreciação da moeda pode não ser impactante nos preços (desde que acompanhada pelos valores das exportações líquidas) e pode também amortecer a inflação quando ocorre em meio a uma recessão.

A inflação, por sua vez, tende a ser maior com a depreciação do dólar. Mas a política cambial evita que uma inflação alta se propague por períodos mais longos. Os economistas indicam ainda que o efeito do dólar é mais difícil de ser precisado, uma vez que é indireto e está atrelado às metas da inflação.

Quanto à Selic, nossa taxa básica de juros, o estudo aponta dificuldade em estimar quanto ela será realmente afetada em função dos valores atuais do dólar. Com o câmbio em torno de R$ 4, os economistas do Itaú Unibanco acreditam na manutenção da taxa básica de juros.

 

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