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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba o que fazer quando a renegociação de dívidas falha

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Contas atrasadas, cheque especial estourado no banco, crediário com parcelas acumuladas e por aí vai. Quando a situação chega nesse patamar, o mais indicado por especialistas é buscar a renegociação de dívidas, fugindo dos juros altos e tirando o nome da lista de restrição de crédito.

Com a renegociação de dívidas, é possível alongar o parcelamento das contas e ganhar descontos em juros, tendo assim mais tempo para organizar as finanças com menos pressão.

Mas, por vezes, a prática não é aceita pelos credores. A negativa em renegociar acontece, muitas vezes, por causa do histórico de mau pagador do consumidor ou em virtude de reincidência da dívida. O que fazer então diante desse impasse?

Renegociação de dívidas

Se renegociação falhar, devedor ainda pode buscar ajuda especializada. Foto: iStock, Getty Images

Quando a renegociação de dívidas é negada

De acordo com o Procon, não existe nenhuma legislação que obrigue os credores a aceitar a renegociação de dívidas. A decisão de aceitar ou não o procedimento cabe, exclusivamente, à instituição para quem o consumidor está devendo. Muitas, no entanto, têm interesse em renegociar como um possibilidade de receber o valor devido, possuindo até canais online próprias para esse tipo de atendimento.

Em caso de negativa da renegociação de dívidas, o devedor ainda pode buscar ajuda especializada de órgãos de defesa do consumidor para saber se existe a possibilidade de revisão dos juros e demais encargos contratuais. Durante esse período, as instituições não podem inscrever o seu nome em listas de restrição de crédito.

Mesmo que a renegociação de dívidas seja aceita, antes de fazê-la, o consumidor deve adotar um planejamento financeiro. “É preciso que se faça um mapeamento do quanto se deve e estabelecer uma prioridade de pagamento, já que não é recomendado que se comprometa mais de 30% do orçamento da família com a renegociação”, explica Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

Segundo Domingos, esse planejamento é fundamental para saber qual a capacidade de pagamento do consumidor, evitando assim uma nova inadimplência, que dificilmente poderá ser renegociada novamente.

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Saindo do vermelho sem renegociação de dívidas

Caso a renegociação de dívidas fracasse, o consumidor terá mais dificuldade para sair do vermelho, mas voltar a ficar com as contas no azul não é impossível.

Para Domingos, nesse caso, é importante que o consumidor anote todos os compromissos financeiros existentes no momento.

“O mais recomendado é fazer um bom planejamento, anotando todos os gastos do dia a dia e fugindo de despesas desnecessárias. O consumidor terá que centralizar seus rendimentos apenas para o que for essencial e o pagamento das dívidas”, aconselha.

Uma alternativa para o problema é buscar um empréstimo consignado, trocando as dívidas com juros mais altos por uma outra com taxas menores.

“Mas antes de apelar para essa saída, é importante que o consumidor tome consciência de que o seu custo de vida deverá ser reduzido, já que a prestação será retirada diretamente do seu salário ou benefício de aposentadoria”, finaliza.

 

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