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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba o que dá origem ao medo de perder dinheiro

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O medo de perder dinheiro é comum até certo ponto, sobretudo para quem dispõe de pouco em caixa. Mas há casos em que, mesmo com uma boa poupança, a pessoa torna-se uma acumuladora compulsiva, evitando gastar suas economias.

Esse comportamento diferenciado em relação ao dinheiro pode ter diversas causas, conforme explica a professora de Psicologa da Universidade Feevale-RS, Denise Quaresma da Silva. Uma delas, inclusive, está no mau desenvolvimento psicológico durante a primeira infância.

Mulher com medo de perder o próprio dinheiro.

Angústia interna é sensação característica de quem sofre desse tipo de medo. Foto: Shutterstock

Quando o medo de perder dinheiro passa do limite

Quando se percebe que uma pessoa acumula uma quantidade considerável de dinheiro que não é destinada a uso próprio nem para outras pessoas, é melhor ligar o alerta. “Estamos diante de um transtorno que pode, ou não, vir associado a outros sintomas do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e à doenças como depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar”, explica Denise.

Trata-se de um distúrbio na relação que o indivíduo tem com o dinheiro. “Nesse caso, o dinheiro representa uma autocompensação de algo que aflige a pessoa, oferecendo a momentânea sensação de segurança em relação à ansiedade e à angústia interna que sentem”, sustenta.

Para reconhecer uma pessoa com esse perfil, basta avaliar que ela tem um dinheiro guardado na poupança, economiza o tempo todo (fazendo os recursos renderem), mas nunca usa isso para sua própria saúde e qualidade de vida.

Causas do medo de perder dinheiro

Conforme esclarece a professora, a origem de um distúrbio como esse está, possivelmente, ligada ao desenvolvimento infantil. “É possível que a fase anal – quando a criança apropria-se do domínio do corpo – tenha havido uma má condução por parte dos pais”, aponta.

Ocorre que, nessa fase, que influencia diretamente o desenvolvimento psicológico da criança, os pais costumam controlar excessivamente os horários para urinar e defecar. Como é o momento onde se adquire o controle fisiológico, podem ocorrer marcas psíquicas que resultem em uma fixação no caráter retentivo.

Inicialmente, o tratamento pode ser realizado por meio de terapia, que auxiliam no entendimento desse caráter retentivo e na possibilidade da pessoa entender suas ações cotidianas.

O tratamento medicamentoso só é indicado em casos extremos, quando o indivíduo está psicotizando em função do transtorno. Nesse caso, os sintomas podem se agravar ao longo da vida da pessoa. Ou seja, quanto mais precoce o tratamento psicológico, melhor o prognóstico.

Pesquisa traz novidades

Uma pesquisa realizada recentemente pela University College, de Londres, analisou 20 voluntários, praticantes de jogos de azar. Em todos foi realizada uma ressonância magnética funcional, a fim de avaliar o tecido cerebral.

O resultado apontou a perda ativa de neurônios dos circuitos ancestrais reguladores do medo e da dor. O fato pode dar um novo direcionamento às pesquisas sobre como lidar com as perdas, incluindo aí o medo de perder dinheiro.

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