Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Saiba como preparar o orçamento doméstico para a chegada do primeiro filho

A- A+

A chegada do primeiro filho muda profundamente a rotina da família. O primeiro banho, a primeira cólica, tudo é novidade. E as mudanças no dia a dia não se restringem às horas de sono interrompidas pelo choro do bebê: o orçamento doméstico também precisa ser adaptado para atender todas as providências e necessidades do bebê.

Por isso, o planejamento financeiro é essencial para que pais e mães possam viver essa fase tão bonita sem passar por grandes apertos nas contas. Segundo a educadora financeira Daniela Dorneles, da Dsop Educação Financeira, levando em consideração que a chegada de um filho tem um grande impacto no orçamento, o casal deve avaliar sua atual situação financeira para se ajustar. Provavelmente será necessário realizar uma série de investimentos para garantir o bem-estar do bebê e dos demais moradores da casa.

“É muito mais fácil quando você coloca no papel e planeja todo o investimento que precisará fazer. Assim, você terá condições de avaliar aquilo que é realmente necessário e o que é supérfluo”, aconselha.

seudinheiro-Primeiro-filho

Orçamento doméstico precisa ser adaptado para chegada do bebê. Foto: iStock, by Getty Images

Primeiro filho compromete até 30% da renda do casal

O tamanho da despesa com um filho depende de diversos fatores, como estilo de vida e padrão de consumo. Daniela estima que, no primeiro ano de vida de um bebê, os pais têm de 20% a 30% do seu orçamento mensal comprometido com as necessidades da criança. O casal deve analisar se consegue dispor desse percentual do salário para cobrir as despesas da chegada do primeiro filho com tranquilidade.

“Se a resposta for negativa, será preciso fazer um diagnóstico financeiro e reduzir gastos para conseguir dispor da reserva para os custos do bebê”, orienta. Em outras palavras: para priorizar essas despesas, talvez você precise adiar ou evitar algumas compras, por exemplo.

Outra consideração destacada pela educadora financeira é em relação ao plano de saúde para cobrir o parto. Se o casal não tiver um plano e quiser contratar um, é preciso tomar essa decisão com antecedência, antes do início da gestão. É muito comum que os convênios médicos definam carências para cobrir esse tipo de despesa.

Também é importante planejar o tempo de afastamento do trabalho, principalmente se a mãe for uma profissional autônoma, pois o orçamento terá que ser ajustado até o retorno dela às atividades profissionais. No caso de quem é assalariada, a licença maternidade evita essa perda.

Principais custos devem ser planejados durante a gestação

A educadora financeira Daniela Dorneles destaca que as necessidades básicas do primeiro filho do casal já devem ser previstas durante a gestação. Isso inclui uma série de investimentos, como mobiliar o quarto do bebê, organizar o enxoval — incluindo fraldas, roupinhas e produtos de higiene –, além de acessórios importantes. Carrinho de passeio e cadeirinha para carro são outros exemplos. Depois do nascimento, entram na conta despesas com babá, creche, vacinas e alimentos especiais.

Vale lembrar que, para cada um desses itens, é possível encontrar produtos de diferentes faixas de preços, que atendem a necessidades diferentes. Carrinhos, por exemplo, variam de R$ 150 a R$ 3 mil. Fraldas podem ser encontradas a preços mais baixo em pacotes maiores. E por aí vai.

Você vai se interessar por:
Quanto custa ter filhos? Veja como se planejar
Saiba como montar uma poupança para o filho
Comprar livros infantis ajuda a formar futuros leitores

“É preciso listar todos esses itens para que as despesas não ultrapassem o orçamento e acabem se transformando em um problema financeiro”, frisa Daniela.

Conforme a criança vai crescendo, novos tipos de despesas surgem, como escola, uniforme, material escolar, transporte escolar, festas de aniversário em casas de festas, presentes para amiguinhos que estão de aniversário, atividades esportivas, cursos de línguas estrangeiras, artes, itens de segurança, como telas de proteção para janela e protetores de tomada, entre outras. Manter uma reserva financeira ajuda a cobrir esses gastos.

Por fim, Daniela aconselha os pais a abrirem uma poupança logo após o nascimento do primeiro filho. “Pensando no futuro dele, aplique um valor mensal. Assim ele terá um montante garantido para utilizar nos estudos ou montar um negócio próprio quando adulto”, orienta a educadora.

Gostou das dicas para primeiro filho? Compartilhe!

Pokémon Go
como lucrar vendendo artesanato
como lucrar vendendo cosméticos
Dicas para quem pensa em vender bens para pagar dívidas
seudinheiro-Compras-de-supermercado
sair da casa dos pais