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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba como ficam os serviços dos Correios durante a greve

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Em greve desde a quarta-feira, 16, os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tentam obter reajuste salarial e outros benefícios. Para quem está preocupado com a entrega de encomendas e correspondências, no entanto, a promessa é de que os serviços dos Correios não sejam afetados durante a paralisação.

Serviços dos Correios em funcionamento

Conforme nota divulgada pela instituição, a operação segue normal em todo o país, inclusive as entregas via Sedex e o atendimento do Banco Postal.

Ao realizar levantamento parcial, a ETC informou ainda que 90,69% do efetivo de funcionários está presente e em serviço. Mas como a maior adesão à greve está concentrada na área de distribuição, entre os consumidores, surgem dúvidas sobre como agir em caso de entregas efetuadas com atraso.

Segundo os Correios, nas regiões com efetivos reduzidos durante a greve, estão sendo aplicadas ações de deslocamento de empregados entre unidades e a realização de horas extras. Caso seja necessário, podem ocorrer ainda mutirões para entrega nos fins de semana.

Serviços dos Correios em greve no Rio

Rio de Janeiro é um dos estados afetados pela paralisação dos Correios. Foto: Fernando Frazão, Agência Brasil

Procon dá dicas ao consumidor

Se você está preocupado com a paralisação dos serviços dos Correios, vale ficar atento às dicas do Procon de São Paulo, que orienta o consumidor em caso de problemas relacionados à greve.

Segundo o órgão, há direito ao ressarcimento ou abatimento do valor pago nos casos de não prestação de serviços dos Correios que foram contratados.

As empresas que enviam produtos através dos Correios são responsáveis por encontrar uma alternativa para que as entregas sejam feitas dentro do prazo contratado. No caso daquelas que remetem boletos de cobrança, por exemplo, é obrigatória a oferta de outras formas de pagamentos.

Já quem não receber boletos bancários por conta da paralisação deve entrar em contato com a empresa credora antes da data de vencimento, para evitar o acúmulo de juros e ter o cancelamento dos serviços prestados.

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Negociações da greve dos Correios

Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o diretor nacional da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais (Fentect), Rogério Ubine, destacou que as revindicações da categoria vão além do aumento de 12% no salário.

Segundo Ubine, os trabalhadores pedem reajuste linear de R$ 200, a não alteração do plano de saúde, a realização de concurso para a contratação de novos funcionários e melhorias na segurança das agências.

Proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) prevê a reposição da inflação sobre os benefícios recebidos, reajuste linear de R$ 150 a partir de agosto deste ano e de R$ 50 a partir de janeiro de 2016. Já de agosto de 2016 em diante, a previsão do TST é que ocorra a incorporação de 25% dos R$ 200 ao salário dos trabalhadores.

Ao todo, 15 sindicatos filiados à Fentect aprovaram a proposta e outros 16 a rejeitaram. A greve, ainda sem previsão de término, atinge São Paulo, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Rio de Janeiro e Tocantins, além do Distrito Federal.

 

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