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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba como escolher um financiamento de faculdade

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Dez entre cada dez estudantes que precisam de um financiamento de faculdade sonham com o Fies – o programa do governo federal que oferece a taxa de juros mais baixa. Porém, nem todos conseguem. A tarefa de encontrar outro tipo de crédito é árdua e traz diversas dúvidas em relação a juros e outros itens.

Cuidados antes de optar pelo financiamento de faculdade

O coordenador de cursos da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), George Sales, explica que o primeiro passo é o aluno entender que o financiamento de faculdade é como qualquer outro e, portanto, o pagamento envolverá algum tipo de juros.

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“Além da vocação natural para uma carreira, é preciso verificar se o curso escolhido possui uma empregabilidade adequada a formandos”, alerta Sales. Ele lembra que muitas profissões, mesmo após a graduação, exigem um investimento inicial para início das atividades como, por exemplo, o aparelhamento de escritórios ou consultórios. Isso pode dificultar a quitação da dívida após a formatura.

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O aluno deve entender que o financiamento de faculdade é como qualquer outro. Foto: iStock, Getty Images

Financiamento de faculdade privado

Quanto aos estudantes que avaliam fazer um financiamento de faculdade de forma privada, Sales explica que há dois tipos de crédito, com características diferentes.

1 – Da própria instituição

Este é o caso de instituições que utilizam recursos próprios e permitem ao aluno cursar uma graduação de quatro ou cinco anos, mas pagá-la em oito ou dez anos, por exemplo. Nessa modalidade, as taxas de juros buscam recuperar a inflação com um pequeno percentual adicional embutido.

2 – Financiamentos bancários

Esse tipo de financiamento de faculdade funciona, na maioria dos casos, em convênio com a instituição de ensino. Assim, os recursos financeiros são dos poupadores da instituição financeira e, naturalmente, os juros são mais salgados.

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Alternativas ao financiamento

Quando as taxas de juros são muito altas, o jeito é buscar outros meios de seguir estudando sem um financiamento de faculdade. Alguns alunos optam por reduzir o número de disciplinas, mas Sales lembra que isso não é possível em todas as universidades.

“Nas instituições mais tradicionais, o plano pedagógico de qualquer curso prevê o encadeamento das disciplinas”, explica. “Uma opção seria tentar negociar com a própria instituição uma bolsa por produtividade, ou seja, o aluno realizaria pesquisas ou monitoria de dúvidas para outros alunos em troca de alguma espécie de abatimento na mensalidade”, aponta.

Quando não se deve fazer

O coordenador de cursos da Fipecafi sustenta que só se deve fazer o financiamento quando a perspectiva de retorno futuro for maior que o custo do juros tomado. Para avaliar se a futura profissão trará um salário de acordo com a dívida, a pesquisa pode ser feita em sites de empregos.

“Neles, existem painéis que mostram a quantidade de demanda pelas empresas e, antes de se inscrever em um curso, é sempre bom conversar com profissionais da área para saber mais sobre a carreira”, aponta.

 

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