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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba como cortar gasto de luz para amenizar o impacto do aumento da tarifa

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Os brasileiros estão sentindo no bolso que a conta de luz está mais cara desde o início do ano, e é bom se preparar para começar a cortar gasto de luz em casa porque os reajustes na conta ainda não terminaram.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs um aumento de 15,16% para a Eletropaulo a partir do dia 4 de julho. Será a quarta revisão tarifária da companhia de energia elétrica de São Paulo, que já teve um aumento de 72% no acumulado dos últimos 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo teve o segundo maior aumento acumulado nos últimos 12 meses entre as 13 áreas metropolitanas monitoradas pelo IBGE. O maior reajuste foi registrado em Curitiba, com alta de 85%. A menor alta identificada pelo instituto foi em Salvador, com 36%.

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Aproveitar a iluminação natural e reduzir a artificial é o segredo para economizar. Foto: iStock, by Getty Images

Os aumentos sucessivos se devem à suspensão de repasses do governo federal às concessionárias, como subsídio às contas de luz de famílias de baixa renda, além do sistema de bandeiras, que prevê o repasse mensal aos consumidores de parte do gasto extra das distribuidoras com o aumento do custo da eletricidade.

Lâmpadas e equipamentos mais eficientes ajudam a cortar gasto de luz

Diante de aumentos sucessivos na conta, para pagar menos, o jeito é cortar gasto de luz em casa. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) reuniu uma série de dicas para poupar energia elétrica, como trocar as lâmpadas, desligar aparelhos em stand by e optar por produtos eficientes, classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Segundo o instituto, a soma dessas atitudes pode representar uma economia de cerca de R$ 1,8 mil ao ano.

A primeira dica é aproveitar a luminosidade natural durante o dia, reduzindo o tempo com as lâmpadas acesas. Lâmpadas incandescentes são mais baratas para comprar, mas as fluorescentes compactas são quatro vezes mais econômicas e duram de oito a dez vezes mais. Segundo o Inmetro, só na troca das lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas, você economiza cerca de R$ 687 por ano.

Outro item que demanda alto consumo de energia é o refrigerador. O modelo mais simples, de uma porta, classificado como A na etiqueta de eficiência energética representa uma economia de R$ 60 em um ano em comparação a um classificado como E, conforme o Inmetro. Entre 10 a 12 anos, período médio de vida útil de uma geladeira, essa economia equivale, praticamente, à compra de uma nova.

Preste atenção na etiquetagem do chuveiro elétrico

De acordo com a Eletropaulo, o consumo de energia mensal médio de uma residência com quatro pessoas é de 233 kw/h. Considerando que cada um demore dez minutos no banho, o gasto mensal do chuveiro elétrico equivale a 72 kw/h, ou seja, cerca de 30% do total da conta de luz. Pelos cálculos do Inmetro, nesta mesma família, trocando o chuveiro por um menos potente, a economia mensal é de R$ 36.

O chuveiro elétrico vem com etiquetagem, na qual ao invés da eficiência energética, o Inmetro classifica a potência do aparelho. A desvantagem é que produtos menos potentes, que gastam menos energia elétrica, aquecem menos a água, o que pode ser ruim em cidades onde faz mais frio. Esses são classificados nas faixas superiores da etiqueta (A, B, C). Já as mais potentes, que gastam mais energia e aquecem mais água, ficam nas classificações inferiores (D, E, F).

Se não der para trocar o chuveiro, vale mudar a regulagem para o modo verão nos dias mais quentes, além de reduzir o tempo do banho para cortar o gasto de luz.

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