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por Vivo Seu Dinheiro

Saiba calcular sua margem consignável para pedir empréstimo

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Para fazer um empréstimo, o mercado financeiro aconselha que você compreenda bem todos os fatores envolvidos. Ao optar por uma operação de crédito, por exemplo, é possível – e indicado – calcular a sua margem consignável para não se endividar. Você sabe o que é isso? Nós ajudamos.

Pessoa calculando a margem consignável.

Legislação proíbe o comprometimento do salário superior a 35% com empréstimos. Foto: Shutterstock

O que é margem consignável

Margem consignável é a percentagem dos proventos que um assalariado, aposentado ou pensionista pode comprometer com débito em folha para pagamento da prestação de um ou mais empréstimos. 

Conforme a legislação brasileira, as instituições financeiras não podem conceder empréstimos que comprometam mais de 35% do salário do mutuário. Isto significa que sua margem consignável não pode ultrapassar 35% da renda mensal. Quem tem salário de R$ 1 mil, por exemplo, fica impedido de contratar uma prestação superior a R$ 350,00 ao mês.

“Algumas operadoras têm restrições, como o tempo de serviço na empresa”, salienta Cristian Miguel, consultor da Fiel Consultoria. Em caso de demissão, o que falta ser quitado pode ser descontado de uma só vez no termo de rescisão do empregado.

Dica é fazer bom uso do recurso

Utilizar de forma inteligente a margem consignável não significa usar todos os 35% a que você tem direito. A maneira mais adequada de tirar proveito dessa alternativa, segundo Arthur Jardim Nogueira Borges, diretor da Luca Contas, é colocar na ponta do lápis, ou em uma planilha, o cenário das finanças com bastante sinceridade.

“Quando se faz um empréstimo do qual realmente se necessita, e com a melhor combinação de taxa, prazo e valor de prestação, a primeira coisa é registrar quanto se pode pagar mensalmente”, explica Borges.

É preciso ter certeza de quanto do salário pode ser reservado para a parcela. Se você desembolsa um aluguel, por exemplo, certamente o que tem para empenhar é menor do que teria se não houvesse esse ônus. Aqueles que honram parcelas de financiamento de imóvel ficam em situação idêntica, com uma margem inferior. Imprescindível é não se endividar.

E como fica para autônomos?

Sendo autônomo, você não tem salário. Portanto, não pode tomar empréstimo com desconto em folha. A sua margem consignável é zero. Borges alerta que, nesses casos, o profissional deve parar um pouco e trabalhar para si, pelo menos uma vez a cada 30 dias.

Durante esse período dedicado exclusivamente a você, analise suas finanças para descobrir onde há desperdícios ou ineficiências, delimitando o que pode ser sacrificado. “A redução de custos é a única coisa que dá resultados imediatos”, argumenta. Reorganizar-se de tempos em tempos é um investimento em você.

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Mais de um empréstimo

Ao calcular sua margem consignável, coloque na conta a parcela de qualquer outro empréstimo consignado que esteja em vigor. Dos R$ 350,00, vamos supor que R$ 200,00 já estão comprometidos. Sendo assim, sua margem para a próxima solicitação de crédito cai para, no máximo, R$ 150,00.

Mantendo sua vida financeira em equilíbrio, mesmo com mais de uma operação de crédito, você pode calcular nova margem consignável assim que acabar de quitar algum empréstimo. Tudo é questão de disciplina e foco.

 

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