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por Vivo Seu Dinheiro

Refugiados no Brasil recebem capacitação para empreender

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Uma parceria entre o Sebrae e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) vai dar novas possibilidades de crescimento aos refugiados no Brasil. Aqueles que tiveram que deixar sua terra natal e encontraram em solo brasileiro um local mais tranquilo para viver poderão passar por um processo de capacitação e aprender a empreender dentro de sua realidade.

São considerados refugiados, segundo o Ministério da Justiça, aqueles que, em seus países de origem, sofreram perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, ou ainda, que estejam sujeitos, em seu país, a grave e generalizada violação de direitos humanos. O refúgio é uma proteção legal a essas pessoas em condição de vulnerabilidade.

Aula com refugiados no Brasil

Refugiados podem ter nova condição de vida através da capacitação. Foto: Cris Castello Branco, Sebrae-SP

Projeto Refugiado Empreendedor é criação do Sebrae

Lançado em abril de 2016, o Refugiado Empreendedor é um projeto que promete fazer a diferença na vida dos solicitantes de refúgio e também dos já refugiados no Brasil. Mas o país também tende a ganhar com o resultado. Capacitados para criar empresas, explorar novos mercados e empreender nos seus ramos de atuação, os estrangeiros devem movimentar a economia nacional.

A primeira palestra do circuito de capacitação aconteceu ainda no final de abril, em São Paulo, a cidade sede do projeto. Depois dela, os refugiados que têm interesse em continuar o processo de formação ganham o acesso a diversos cursos online. Até 21 de maio o procedimento estará em sua primeira etapa, à distância e gratuita.

A realização de todos os cursos pela internet é pré-requisito para a entrada na segunda etapa, que é composta por cursos presenciais. Mais palestras, oficinas, aulas e estímulo para esboçar as ideias de empreendimento fazem parte dessa que é a etapa intermediária entre o conhecimento teórico e o prático.

É somente nas duas últimas fases que os refugiados no Brasil seguem para a efetiva prática do empreendedorismo. Nelas, os alunos deverão realizar a formalização de seus projetos de empreendimento e partirão para uma possível obtenção de crédito empresarial, para que as ideias se tornem realidade no mercado.

Em pronunciamento no lançamento do Refugiado Empreendedor, Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, destacou que o empreendedorismo é alternativa para que parte dos refugiados no Brasil retomem a vida que deixaram para trás quando partiram de seus países. Em um momento de fragilidade na economia brasileira, fazer girar o capital que os estrangeiros podem render pode também ser uma alternativa para a nação.

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A situação dos refugiados no Brasil

Segundo o Conare, entre os anos de 2010 e 2016, houve um aumento de 127% no número de refugiados reconhecidos no Brasil. Atualmente, são cerca de 8 mil pessoas que deixaram seus países de origem na condição de fugitivos e que agora habitam as terras brasileiras em condição legal.

Além deles, há ainda mais de 28 mil outras pessoas que solicitaram a condição de refúgio e ainda não foram reconhecidas.

As solicitações cresceram 2.868% entre 2010 e 2015, sendo que a maioria vem de haitianos, senegaleses, sírios, bengaleses e nigerianos. Entre os já reconhecidos, predominam as nacionalidades síria, angolana, colombiana, congolesa e libanesa.

 

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