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Quantas ações devo comprar: um guia básico para sua decisão

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Se você é um iniciante no mercado do investimentos, é natural que tenha dúvidas do tipo “quantas ações devo comprar?”. É importante saber que essa equação não se limita ao montante que tem para investir. É preciso levar em conta outros fatores.

Calculando quantas ações devo comprar

Dica é aplicar fórmula para calcular a quantidade a comprar sem maiores riscos. Foto: iStock, Getty Images

Quantas ações devo comprar: como decidir

Se você se pergunta “quantas ações devo comprar”, saiba que são dois os fatores principais que devem ser calculados: o risco de capital e o risco de operação.

O primeiro é o quanto você pode perder (do capital total) caso a operação ofereça prejuízo. O segundo é quanto você pode perder do capital destinado a uma operação.

Para não depender apenas do “achômetro”, há uma fórmula simples, conhecida como Regra dos 2%. Isso significa que, para proteger seu patrimônio, você não deve ter um risco de capital maior que 2%.

Em seu site, o analista de valores Dalton Vieira dá uma exemplo prático: suponhamos que você avaliou suas reservas no valor de R$ 50 mil e chegou à conclusão de que pode investir R$ 20 mil para comprar um ativo que tem risco de operação de 5%. Dado o valor, um eventual prejuízo resultaria em uma perda de R$ 1 mil.

Esses R$ 1 mil perdidos representam uma perda de 2%, ou seja, seu risco de capital é de 2%, enquanto o risco de operação é de 5%. Aplicando essa regra, você evitará perdas significativas, ou seja, não estará correndo grande risco nas suas transações.

É importante destacar que o risco de operação já é definido previamente – independentemente do risco de capital. Seu percentual nada mais é do que a diferença entre o preço de compra e o preço stop da ação – esse, por sua vez, é o valor definido em uma ferramenta, disponibilizada na maioria dos home brokers, onde o investidor estabelece um limite de preços para o início das compras, quando deseja programá-las automaticamente.

O preço stop também é uma ferramenta que visa evitar a perda de recursos do investidor. Assim, é definido o preço start e o stop, ou seja, uma delimitação de valores para que o sistema tenha um direcionamento na compra de ações.

Quanto maior for o risco da operação, menor será a parcela do capital investido – nesse caso, as operações de alto risco são para investidores arrojados, dispostos a perder, mas esperançosos de ganhar altos dividendos investindo pouco.

Fórmula ajuda a encontrar número ideal

Para ter um resultado consistente de quantas ações deve comprar, vamos a mais uma fórmula, também ensinada por Vieira. É simples, mas requer outros cálculos para definir seus fatores. O número de ações deve ser o resultado do risco de capital divido pelo risco de operação (preço de compra menos o preço stop).

Assim, voltando ao exemplo da reserva de R$ 50 mil, a perda máxima seria de R$ 1 mil (equivalente a 2%). Com um preço de compra a R$ 30 e preço stop a R$ 28,50, dentro de um lote padrão de 100, o risco de operação seria de R$ 1,50.

Se o risco de capital é de 1.000 e o risco de operação é de 1,50, basta dividir um pelo outro, o que resulta em cerca de 667 ações a serem compradas. Como alguns lotes padrão são de 100 ações, se for esse o caso, será necessário arredondar, de preferência, para baixo. Assim, chega-se ao resultado de 600 ações.

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