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por Vivo Seu Dinheiro

Quando ter um apartamento na praia e morar na cidade

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Até alguns anos atrás, ter um apartamento na praia era o sonho de muita gente. Assim, bastaria chegar o verão e correr para o litoral, sem ter tantas preocupações com a segurança que teria se o imóvel em questão fosse uma casa. Se você ainda mantém essa meta para a sua vida, é importante saber antes se esse é mesmo um investimento válido.

Ter apartamento na praia é sonho comum

É preciso avaliar se a renda é suficiente para cobrir as despesas do imóvel. Foto: iStock, Getty Images

Vale a pena ter apartamento na praia?

Se você se pergunta se vale a pena ter apartamento na praia, saiba que tudo depende da sua condição financeira, indica a educadora financeira Ana Paula Pavanatti, da Reorg Gestão Financeira.

No entanto, é preciso organizar as finanças para manutenção e para o pagamento de despesas fixas, como água, luz, IPTU e condomínio.

Quando o investimento é interessante

Pensando em uso pessoal, Ana Paula afirma que é válido ter dois imóveis, desde que você disponha de tempo para usufruir deles. “Se você fica a semana toda na cidade e, nos finais de semana, férias e feriados, vai curtir o imóvel da praia, pode ser interessante”, destaca.

Já como capital investido, ter um imóvel na praia pode ser uma segunda fonte de renda. “O aluguel na temporada ajuda a custear as despesas anuais. Dependendo do ano, porém, pode gerar lucro ou despesa”, diz. “O proprietário deve estar ciente deste fato”, completa.

Quando é um custo desnecessário

Quando você não deseja ter o trabalho (nem a preocupação) de cuidar do imóvel. Ou, ainda, quando não pode realizar as tarefas do cotidiano na casa, o investimento pode ser tornar pesado. Nesse caso, é melhor pagar para não se incomodar.

Desfrutar as férias em destinos alternativos, sem se prender a um lugar, pode ser a solução. Com planejamento e organização no orçamento, alugar um imóvel torna-se mais atraente do que ter um. Essa é uma opção para aquelas pessoas que possuem espírito livre, gostam de conhecer lugares diferentes e sabem que podem voltar sempre quando desejarem.

Para quem não está disposto a gastar com manutenção, manter o imóvel na praia também não é interessante. O valor ficará de acordo com o tamanho do apartamento. Quanto maior, mais custos. Isso sem falar nas contas, como IPTU, condomínio, luz, segurança privada, água e reformas.

A depreciação dos bens no interior do imóvel também gera custo – é o caso das roupas de cama, mesa e banho. Sem contar com a alimentação, que em muitos casos dobra o valor por conta da pessoa recepcionar os amigos.

Avalie antes de comprar apartamento na praia

Se você possui um valor significativo e ainda não sabe se compra um apartamento na praia ou faz outro investimento, pode analisar sob dois pontos de vista diferentes: imobilização ou investimento de capital. Confira:

Imobilização de capital

Para imobilizar seu capital, você precisa estar ciente que o retorno financeiro virá, mas a longo prazo. É preciso ter uma sobra desse capital (ou ter outra renda) para poder manter o imóvel.

Se quer materializar seu sonho, é preciso fazer um planejamento em longo prazo para evitar o esgotamento de recursos. Assim, coloque na planilha o quanto ganha no mês, quais as suas despesas fixas atuais e, principalmente, quais serão os futuros gastos com o segundo imóvel.

O valor desse investimento pode ser retirado com a locação do imóvel em determinado período, mas as despesas sempre serão do proprietário.

“É comum as pessoas manifestarem o sentimento de arrependimento após a compra do segundo imóvel, pelo simples fato delas não conseguirem tempo suficiente para aproveitar a aquisição”, sublinha. “Mas quem tem um capital sobrando, pode aproveitar o cenário econômico para analisar as oportunidades de negócios no ramo imobiliário”, completa.

Investimento do capital

A outra situação é a de não imobilizar o capital e fazer sua aplicação em algum produto de investimento, como previdência privada, Tesouro Direto ou títulos imobiliários. Nesse caso, o investidor terá deduções com Imposto de Renda e taxas administrativas, porém seu rendimento mensal é garantido e isso pode ser encarado como uma aposentadoria.

Por conta dessas características, ele irá usufruir de uma segunda renda, onde poderá escolher suas férias em qualquer lugar do mundo. Sem contar que, quando houver a necessidade de fazer uma retirada maior de capital para uso pessoal, você possui recurso próprio para isso.

Mas Ana Paula alerta que todo investimento deve ser feito com planejamento e organização das finanças pessoais. “É preciso conhecer seus números mensais, quanto possui de renda garantida para sanar as despesas fixas, sem perder sua qualidade e padrão de vida”, ensina.

Toda ação de investimento deve ser racional e não emocional, para que a pessoa não sofra com o passar do tempo.

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Seguro para os seus bens

Se você tem um imóvel, uma boa dica é contratar uma proteção extra. Clientes Vivo podem contratar seguro residencial que garante, entre outras coberturas, amparo contra incêndio, raio e explosão. A apólice garante o pagamento de uma indenização, quando ocorrer danos à sua residência ou ao seu conteúdo.

O seguro ainda cobre prejuízos decorrentes de roubo ou furto qualificado, de problemas causados por danos elétricos e Responsabilidade Civil Familiar.

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E para você, vale ou não ter apartamento na praia? Comente!

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