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por Vivo Seu Dinheiro

Qual carro comprar: um guia para a sua decisão

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Trocar de automóvel exige planejamento e estratégia. É preciso colocar na conta o valor do veículo, verificar se a parcela cabe no orçamento, incluir os gastos com manutenção, além de decidir qual carro comprar. Você realmente precisa do modelo que tem observado no mercado? Saiba quais aspectos deve considerar antes de fechar o negócio.

Casal decide qual carro comprar

Com planejamento e boa pesquisa, fica mais fácil acertar na compra do carro novo. Foto: iStock, Getty Images

O momento certo

Sua condição financeira e até mesmo o momento econômico influenciam, mas é você quem sabe a hora para fazer a compra. Na opinião de especialistas, a aquisição ou troca deve ser realizada quando houver uma necessidade efetiva. Ou seja, o apelo emocional não é justificativa.

Em outras palavras, quando o seu atual veículo começar a apresentar falhas e sua manutenção se tornar tão frequente que pese muito no bolso, é chegado o momento da troca.

Já quando a família aumentar e você precisar de mais espaço para a cadeirinha do bebê, um porta-malas grande para o carrinho e outros itens, esses também são motivos reais para investir em um automóvel.

Somado a isso, claro, é preciso fazer um planejamento financeiro para ver qual valor será dado na entrada e se a prestação cabe no bolso. O que não vale é trocar de carro apenas por status e fazer uma negociação com altos juros que não possa ser honrada.

No Brasil, a média é substituição do automóvel a cada um ano e sete meses apenas, o que coloca o país no topo do ranking mundial. O dado consta no estudo Connected Car Industry Report 2014, realizado pela Telefônica.

Nos últimos dez anos, a frota de automóveis no Brasil cresceu 89,3%, passando de 26.309.256 de carros em dezembro de 2005 para 49.822.709 de unidades em dezembro de 2015. Apesar disso, na comparação com a frota total, a participação dos automóveis diminui de 62,53% para 54,94%.

Qual carro comprar

Compra planejada

Ter um carro é como ter um filho, indica uma conhecida expressão que denuncia as altas despesas que o veículo demanda. E ninguém discorda. Manter um carro é realmente caro. Por isso, é importante fazer um planejamento minucioso.

A boa e velha planilha financeira vem em primeiro lugar. É preciso organização para verificar se as despesas cabem no seu orçamento. Os custos principais são o valor da entrada e as parcelas do financiamento, caso essa seja a opção de compra.

Uma dica importante é sempre checar diversas possibilidades de parcelamento, caso opte por financiar. Muitas vezes, espremendo um pouco o orçamento, você consegue arcar com valores mensais maiores, mas em um menor número de parcelas. O esforço mensal compensa ao final, pois o custo total do bem cai.

Também é interessante observar que, se você financiar um veículo em quatro anos, ainda terá um tempo para rodar com ele sem notar problemas mecânicos. Caso pague em seis anos, por exemplo, pode chegar a um ponto em que terá uma parcela onerosa e altos custos de manutenção. Nesse caso, já não é um bom negócio.

Por isso, é bom escolher um veículo pensando em ficar o maior tempo possível com ele. Até mesmo porque é um bem que se desvaloriza desde a sua saída da concessionária até o momento de vendê-lo.

Mesmo se estiver pensando em comprar à vista, lembre-se dos valores que serão gastos em licenciamento, transferência, combustível e manutenção – só para começar. Depois, ainda há seguro, licenciamento anual, IPVA e manutenção.

Por todas essas razões, a compra planejada passa necessariamente por uma decisão em família. O ideal é que haja uma conversa franca com todos os membros da casa, definindo se essa é a prioridade e se a aquisição não irá atrapalhar nenhum outro sonho ou despesa relevante.

Qual carro comprar

Quer pagar como?

Se você ainda tenta decidir qual carro comprar, é natural que se confunda quanto ao meio para pagar pelo bem. Um dos mais utilizados pelos brasileiros – sobretudo para aquisição de carros usados – é o consórcio. É uma das formas mais baratas, porém não se pode ter pressa.

É necessário entrar para um grupo específico – os bancos geralmente têm várias opções – e escolher o valor da carta de crédito. Assim, você dá o lance (como é chamado o valor da entrada) e vai pagando uma prestação mensal até que seja sorteado. Quando isso ocorrer, você escolhe um automóvel que esteja dentro do valor que tem em mãos.

O CDC, por sua vez, é um tipo de financiamento bastante utilizado no Brasil, porém tem taxas de juros mais elevadas. Sua maior desvantagem é que o bem fica alienado à instituição financeira até o final do pagamento.

Já o leasing também é um parcelamento, mas funciona de forma diferente. Ele é, na realidade, uma locação com direito à compra no final do contrato. Em outras palavras, a instituição financeira compra o bem e cede o direito de uso para o “locador”, que recebe o carro no final do pagamento. Os juros são menores e não são exigidas outras garantias.

Se ainda está em dúvida, uma boa dica é recorrer à internet, consultando desde sites de fabricantes, concessionárias, até as redes sociais. Se preferir, pode encaminhar a compra sem sair de casa.

Qual carro comprar

Qual carro comprar: novo ou usado?

Embora o cheirinho de carro novo seja extremamente sedutor, ao pesquisar, você pode descobrir que sai mais em conta comprar um veículo seminovo do que um zero quilômetro. Afinal, o desempenho é semelhante e o preço mais baixo, lembrando que o novo desvaloriza em torno de 20% já na saída da loja.

A escolha, no entanto, não deve considerar somente o custo. Se conseguir poupar, ótimo. Mas é necessário ainda verificar dois itens de suma importância: o custo de manutenção e o valor das revisões. As próprias montadoras costumam divulgar um ranking com esse custo estimado e ainda os veículos com menor custo.

Se você acha que a hora da escolher o carro não combina com esse tipo de preocupação, é bom rever conceitos. Para ter uma ideia do ônus que a manutenção representa, a consultoria Jato Dynamics divulgou em estudo que, em um prazo de dois anos, esse gasto representa até 20% do total de despesas com o automóvel.

Esse dado ajuda a entender por que menos brasileiros estão optando por modelos zero quilômetro. O ano de 2015 foi de queda recorde no número de veículos emplacados no país: 39% menos do que em 2014.

Qual carro comprar

O custo da manutenção

Como já abordado, esse é um custo que pesa muito na decisão de compra. A manutenção engloba todos os gastos que visam garantir que o automóvel rode com segurança pelo maior tempo possível.

O primeiro Índice de Manutenção Veicular (IMV), divulgado em 2015 pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), considera despesas de revisão até 100 mil quilômetros, sendo referência para quem busca modelos de automóveis com custo de manutenção mais em conta.

Segundo o ranking, os automóveis mais econômicos neste aspecto exigem uma despesa entre R$ 9,5 mil e R$ 10 mil. São eles:

  • Celta 1.0
  • Etios Sedan
  • Fiorino 1.4
  • Gol 1.0
  • Uno 1.4
  • Etios Hatch 1.5
  • Gol 1.6
  • Grand Siena 1.4
  • Palio 1.0
  • Palio 1.4

Ainda segundo o ranking, há modelos na faixa dos R$ 10 mil a R$ 10,5 mil de manutenção para cada 100 mil quilômetros rodados, nos quais se enquadram carros como o Chevrolet Classic 1.0, Fiat Palio 1.0 e 1.4, Strada, Siena e Grand Siena 1.4, Voyage (1.0 e 1.6), Saveiro 1.6 e Nissan Versa 1.6. Já os modelos de maior custo, conforme a levantamento, são Volkswagen Golf GTI 2.0 (até R$ 26 mil), Jetta 2.0 TSI (até R$ 24,5 mil) e Chevrolet S10 (R$ 20,5 mil).

Para a elaboração do IMV, o Cesvi classificou veículos de acordo com recomendações dos fabricantes, variando conforme categoria e motorização e levando em conta fatores como componentes e fluidos.

Se você tem um carro, é importante calcular os custos de peças e mão-de-obra empregadas em manutenções preventivas (que previnem falhas nos componentes) e também preditivas (que reparam peças e problemas oriundos do desgaste natural do carro).

Qual carro comprar

O modelo ideal

Qual carro comprarQual o modelo ideal para você? Há quem priorize o conforto, pensando nos momentos de lazer. Outros primam também pelos acessórios, desde um porta-trecos até uma câmera de ré. E sempre tem quem fique com o mais econômico, não importando os opcionais.

Para fazer uma escolha consciente, é preciso ver as suas necessidades. Sua família é grande? Nesse caso, um carro maior é realmente válido. Tem alguém que demanda cuidados especiais? Esse é outro item que requer um veículo mais incrementado.

O conforto também pode ser questionado. Você passa muitas horas ao volante ou dirige apenas esporadicamente? No segundo caso, a necessidade de um carro super completo talvez não seja tão grande.

Você vai dividir o volante com alguém? No caso dos carros de família, optar por um veículo com uma boa regulagem de banco e de direção pode ser realmente útil. Já para um motorista só, não há necessidade desse tipo de luxo.

Uma boa dica é tentar focar nos itens que são realmente importantes no seu dia a dia. Se você recebe muitas ligações, por exemplo, um veículo que tenha conectividade (desses que você consegue conectar o celular no rádio por Bluetooth, permitindo atender sem usar as mãos) pode ser interessante. Mais que tecnologia, também é um item de segurança.

Já se você viaja muito, tem filhos (ou pretende ter em breve), o tamanho do porta-malas deve ser avaliado. Já opcionais, como telas para assistir a vídeos no banco de trás, podem esperar um pouco. Se esse acessório está na sua lista de desejos, prefira antes pesquisar para conseguir por um bom preço, instalando depois de forma independente.

Se você não está disposto a gastar muito, também é importante escolher um carro econômico. Os modelos zero quilômetro já apresentam um gasto menor, mesmo com motor mais potente. Mas isso não vale para os usados. O tipo de estrada onde você irá rodar também deve ser avaliado.

Se a ideia é acompanhar o mercado, pode escolher o seu novo veículo entre os carros mais vendidos no Brasil. O ano de 2016 começou como 2015 terminou, tendo o Chevrolet Onix na liderança. HB 20, da Hyundai e Fiat Palio completam o pódio de janeiro.

Gastos na ponta do lápis

Você conhece bem os custos que um veículo gera? Tudo começa pela prestação (se você financiou o bem), passa pelas despesas mecânicas (como troca de óleo e pneus), pelos impostos (IPVA, licenciamento, seguro obrigatório) e seguem com combustível, estacionamento e seguro, comprometendo uma boa parcela do orçamento mensal.

Lembra da planilha usada no planejamento financeiro para comprar o carro? Ela também é sua aliada nesta etapa, que permite organizar todas as despesas com o veículo e estimar seu impacto no bolso. Veja o que considerar:

Estacionamento: caso você não tenha vaga no local onde mora, precisará pagar uma garagem particular. O mesmo vale se usa o carro para ir ao trabalho.

Impostos: o valor do IPVA é calculado com base no preço de venda do veículo (conforme a tabela Fipe). Assim, quanto mais caro o automóvel, mais alto será o imposto.

Peças: além das revisões periódicas, os proprietários também percebem o custo do carro quando precisam trocar uma peça. Algumas montadoras – sobretudo as que não têm subsidiária no Brasil – costumam praticar valores mais altos. Informe-se antes da aquisição.

Revisões periódicas: esse é um item onde não se deve economizar tanto. É importante levar na autorizada ou em uma oficina de confiança, pois os cuidados e a prevenção podem evitar gastos muito maiores.

Lavagem: o custo vai depender da periodicidade que você gosta de lavar o carro. Pode ser semanal ou quinzenal, por exemplo. O preço varia conforme a região onde mora.

Combustível: se você chegou até aqui e ainda não sabe qual carro comprar, quem sabe o combustível seja decisivo para sua escolha. O mercado oferece carros econômicos, desde modelos elétricos a híbridos, mas a alternativa mais comum costuma recair sobre os automóveis flex, que rodam com etanol ou gasolina. Faça as contas: para valer a pena, o valor do litro do etanol precisa ser igual ou inferior a 70% do custo do litro da gasolina.

Qual carro comprar

Compra concluída, atenção mantida

Qual carro comprarVocê finalmente definiu qual carro comprar. Realizou um sonho, experimentou uma sensação de liberdade e a família está toda feliz. Mas os cuidados não param por aí. É sempre bom adotar medidas para que a compra não se torne um pesadelo mais tarde. Confira dicas para veículos novos e usados:

Carros novos

Quando se trata de um lançamento, é bom esperar um pouco. Os veículos recém-chegados ao mercado ainda não tiverem suas peças devidamente testadas. Portanto, é comum que apresentem problemas mecânicos nas primeiras remessas.

Usados

A lista de cuidados para a compra de usados é bem maior. O primeiro passo é checar toda a documentação para verificar se o carro está legalizado, se tem multas pendentes ou outros problemas.

No test-drive, preste atenção ao estado geral de conservação (pedais, bancos, estofamento) e veja se está compatível com a quilometragem do veículo. Se perceber que a forração está solta, esse pode ser um sinal claro que a lataria foi modificada.

Verifique também se a data de fabricação do cinto de segurança e do motor coincidem com o ano de fabricação do carro.

Além disso, exija sempre os equipamentos de segurança obrigatórios, como macaco, chave de rodas, triângulo e estepe.

Na escolha do modelo, valem as mesmas dicas do zero quilômetro. E se a ideia é também acompanhar o mercado, no Brasil, Gol, Uno e Palio são os usados mais vendidos em 2016.

 

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