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por Vivo Seu Dinheiro

Quais os cuidados devo ter ao contratar um consórcio de veículos?

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O Brasil está passando por uma instabilidade econômica, com isso os cuidados ao contratar um consórcio de veículos devem ser redobrados, pois, em períodos assim, é comum integrantes de grupos de consórcios ficarem inadimplentes.

Mesmo com a crise, segundo dados do Banco Central (BC), existem, atualmente, mais de 3 milhões de participantes ativos nos diferentes tipos de consórcios presentes no país. Saiba como funciona essa modalidade de crédito e quais sãos os cuidados necessários para contratá-lo.

O que é o consórcio de veículos

Uma administradora de consórcio de veículos começa a montar grupos de interessados em comprar um automóvel. É necessário atingir um número mínimo de participantes para sortear um carro todo mês. Então, somente quando o grupo tem essa quantidade de integrantes os consorciados começam a pagar as parcelas mensais.

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Consórcio não significa que o consumidor poderá dispor do veículo de imediato. Foto: iStock, by Getty Images

No mínimo um participante será sorteado por mês e levará a carta de crédito para comprar o carro. Além disso, existem os lances como forma de conseguir o veículo sem esperar pelo sorteio. Os consórcios de carros costumam durar até oito anos, ou seja, você pode ser sorteado no começo ou nos últimos anos do prazo.

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No entanto, alguns cuidados devem ser tomados. Confira nove dicas da Associação dos Consumidores, Proteste para contratar essa modalidade de crédito.

Proteste oferece 9 cuidados ao contratar um consórcio de veículos

  • O risco é maior no caso de empresas que, por falta de um gerenciamento adequado das suas finanças e por inadimplência de seus participantes, acabam quebrando e levando o consumidor a perder todo seu investimento.
  • O consórcio é um sistema que funciona bem se houver uma instituição confiável e de grande porte por trás do negócio. Se a empresa pertence a algum grupo empresarial, concessionárias de veículos, por exemplo, em caso de insolvência, seus parceiros poderão ser responsabilizados pelos prejuízos.
  • Para evitar surpresas desagradáveis, o consumidor nunca deve deixar de investigar a idoneidade da administradora que escolheu e também de acompanhar de perto a saúde financeira do grupo de que faz parte. E deve sempre conferir no Banco Central se há autorização para funcionar.
  • Os custos com taxa de administração e fundo de reserva devem ser levados em consideração na contratação do consórcio e devem ser comparados com outras modalidades de financiamento para compra do carro.
  • Aplicar o valor de cada parcela da compra do carro em uma poupança pode ser um melhor negócio, até porque aderir a um consórcio não significa que o consumidor poderá dispor do veículo de imediato. O consorciado está sujeito ao sorteio, o que pode acontecer apenas no final do grupo.
  • Numa eventual desistência do negócio, pela Lei 11.795/08, que regulamenta as relações econômicas do setor, o consorciado desistente ou excluído por inadimplência continua participando do grupo e, se sorteado, recebe de volta as parcelas pagas corrigidas, com o desconto da taxa de administração.
  • Quem pretende entrar num consórcio deve antes fazer uma pesquisa detalhada sobre a administradora de sua preferência. É preciso consultar o BC e os órgãos de defesa do consumidor sobre o registro e a vida financeira da administradora.
  • Desconfie se houver promessa de entrega programada ou contemplação garantida. Isso não existe. Ela se dá por sorteio ou se o consumidor der um lance vencedor. No contrato, devem constar os prazos limite para contemplação, obrigações, período de duração, taxa de administração, valor da parcela mensal, número de participantes, procedimentos em caso de inadimplência e cláusula de rescisão do contrato.
  • O consórcio não vale a pena para quem é contemplado no final do plano, pois, em vez de pagar taxas, o consumidor poderia poupar, daí o dinheiro se multiplicaria conforme as taxas de juros pagas no mercado.

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