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por Vivo Seu Dinheiro

Previdência pública x privada: entenda as diferenças

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Pensando em ter uma boa aposentadoria para aproveitar melhor a vida fora do mercado de trabalho, cada vez mais brasileiros têm optado por planos de previdência privada. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) apontam que já existem mais de 10 milhões de contratos de previdência privada no Brasil e cerca de R$ 400 bilhões em ativos.

Apesar do crescimento do setor, a dúvida ainda paira entre os trabalhadores, principalmente aqueles que contribuem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nessa disputa entre previdência pública x privada: afinal, vale a pena fazer um plano de previdência privada?

De acordo com a analista de educação financeira Nahiane Pastro da Rosa, do Estúdio de Finanças da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), vale a pena, mas não para todo mundo.

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Previdência social tem um teto que hoje fica em R$ 4,6 mil. Foto: iStock, by Getty Images

“A primeira pergunta que a pessoa deve fazer para si mesma é quanto quer ganhar quando se aposentar. Se o teto do INSS é o suficiente, pode ficar só com a previdência social. Se pretende ganhar mais, deve investir em um plano complementar”, diz a analista.

Um dos aspectos em que a aposentadoria pública difere da previdência privada é justamente o teto: independente do salário que você receba enquanto trabalha, o máximo que o INSS vai pagar para um aposentado é R$ 4,6 mil, nos valores atuais. E isso somente se você se aposentar por idade e por tempo de serviço, do contrário, irá incidir o fator previdenciário, uma fórmula que equaciona esses dois fatores para chegar ao valor a que você tem direito de receber da previdência social. Na previdência privada, o valor que você receberá será proporcional ao que você investiu.

Previdência pública x privada: acidentes de trabalho

Se você pertence ao grupo que deseja ganhar mais do que o teto do INSS quando estiver aposentado, isso também não quer dizer que você deva abrir mão da contribuição para a previdência social, mesmo que você seja autônomo.

“A previdência social oferece seguro ao trabalhador em caso de acidente de trabalho, doença ou para mulheres durante a gravidez, por exemplo, garantias que a previdência privada não dá. Por isso, é recomendado que trabalhadores autônomos mantenham pelo menos a contribuição mínima ao INSS”, explica Nahiane.

A contribuição mínima equivale a 11% sobre o valor do salário mínimo, atualmente a parcela fica na faixa de R$ 86.

Funcionários públicos, no entanto, não têm direito à previdência social. A aposentadoria desses trabalhadores se dá por meio de planos de previdência fechada vinculados ao órgão em que trabalham.

Previdência pública x privada: opções de saque

Diferentemente da aposentadoria pública, em que você recebe, como única opção, um salário vitalício do governo, planos de previdência privada oferecem três alternativas de saque, terminado o período que você fixou para finalizar os depósitos.

Uma opção é, a exemplo da aposentadoria pública, a previdência privada fazer pagamentos mensais vitalícios. O cálculo desse valor levará em conta o dinheiro que você aplicou e a expectativa de vida do brasileiro, entre outros critérios que variam de cada operadora financeira.

Outra alternativa é definir um período em que você ficará recebendo um pagamento mensal, a partir do valor que você aplicou no fundo. Nesse caso, o beneficiário deve deixar um dependente, como mulher ou filhos, nomeado para ficar recebendo o dinheiro no período que ainda restar, caso venha a falecer antes do término.

A terceira opção é sacar o valor todo de uma só vez. Essa opção é mais indicada para planos feitos de pais para filhos, pois o jovem pode optar por usar o dinheiro ou continuar aplicando valores no fundo.

Conforme a analista de educação financeira, quanto antes se começar a aplicar, melhor, pois a antecipação reduz o valor do aporte mensal necessário e o tempo para usufruir do benefício, sempre lembrando que o plano de previdência é um investimento de longo prazo.

“Vale sempre observar a reputação da instituição financeira em que você for fazer o plano de previdência e buscar sempre as menores taxas para ter um melhor rendimento”, aconselha Nahiane.

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