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por Vivo Seu Dinheiro

Preciso de ajuda financeira: o que fazer quando os gastos fogem do controle

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Preciso de ajuda financeira”. Esse parece ser um dos pedidos mais comuns atualmente: auxílio para complementar a renda, para chegar no final do mês sem entrar no vermelho, para planejar no futuro e por aí vai.

Administrar bem o dinheiro não é tarefa difícil, mas você não precisa se envergonhar se não tem consigo sucesso nessa caminhada. Sempre há tempo de parar, respirar fundo e corrigir maus hábitos para seguir em frente.

"Preciso de ajuda financeira", nunca mais ouça essa frase.

Planilha de orçamento mensal ajuda a organizar melhor seus gastos. Foto: iStock, Getty Images

Preciso de ajuda financeira, e agora?

Você dorme e acorda pensando: “Preciso de ajuda financeira”? Segundo o coach financeiro Silvio Bianchi, a primeira recomendação para recuperar o controle das finanças é simples: parar de gastar e fazer uma “faxina financeira”.

“Essa faxina consiste em identificar quanto ganha líquido (quanto realmente entra na sua conta corrente) e para onde seu dinheiro vai ao longo do mês”, completa. Para autônomos, é recomendado fazer essa análise por 90 dias. Dessa forma, é possível identificar todas as despesas no período.

Na hora de fazer as contas, você deve classificar em categorias, como transporte, alimentação e aluguel. Assim, toda despesa supérflua pode ser reduzida ou eliminada e o dinheiro economizado ser utilizado para realizar novos sonhos e criar uma reserva emergencial.

A segunda recomendação, indica Bianchi, é montar uma planilha de orçamento mensal, a partir da qual decidirá em que gastará seu dinheiro no próximo mês. O ideal é também separar um valor para diminuir as dívidas.

3 dicas para seguir mesmo após a crise

Segundo o coach financeiro, o momento de crise ajuda o consumidor a ficar mais consciente e ele passa a ter mais cuidado ao decidir em que gastar ou não. “O desafio inicia ao recuperar a estabilidade financeira e começar a sentir que a pressão diminui ou desaparece”, alerta.

Você pode ter vencido o desafio, deixado as dívidas para trás e nem repete mais “preciso de ajuda financeira” como um mantra, mas deve se manter alerta.

Bianchi avalia que é preciso continuar cuidando do dinheiro, mesmo depois de passado o período crítico vivido no Brasil. Ele dá três dicas para se manter na linha após superada a situação econômica do país. Confira:

1. Tenha metas

Estabeleça objetivos de curto (até 12 meses), médio (2 a 10 anos) e longo prazos (mais de 10 anos). Esses sonhos serão sua bússola para decidir o que é importante e o que não é. Para cada objetivo, saiba quanto custa, quanto está disposto a guardar por mês e, assim, descubra em quanto tempo pode atingir a meta.

2. Priorize seus sonhos

Faça seu orçamento mensal priorizando esses sonhos. Para isso, tire de seus ganhos líquidos o valor que se dispôs a guardar todos os meses e organize suas despesas para que não ultrapassem o que restou.

3. Controle os gastos

Gaste menos em todos aqueles itens que podem ser reduzidos. Esse dinheiro poderá ser utilizado para alcançar seus sonhos. Lembre-se que despesas supérfluas representam entre 20% e 30% de qualquer orçamento.

“Seguindo essas recomendações, poderá criar novos hábitos mais sustentáveis e, assim, viver longe do endividamento e do estresse que ele causa”, finaliza.

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Maior consciência financeira em 2015

Você acredita que a crise econômica no Brasil desestimula os cuidados com as finanças? Não é o que mostra uma recente pesquisa da Ilumeo Consultoria de Marketing e da Ricam Consultoria. Segundo o estudo, 38% dos entrevistados anotam todos os seus gastos, contra 32% que tinham hábito em 2014.

O levantamento ainda revelou que os brasileiros passaram a conhecer mais o valores reais de suas dívidas. Se, no ano passado, 69% das pessoas com débitos no cheque especial não sabiam quanto pagavam de juros, em 2015, o percentual caiu para 53%.

Além disso, os gastos relacionados a supermercados e shopping centers também caíram – respectivamente, de 55% e 39% para 48% e 30%, na comparação entre os dois anos.

 

E você, está entre aqueles que repetem “preciso de ajuda financeira”? Comente!

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