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por Vivo Seu Dinheiro

Plugin Java com os dias contados: saiba como isso impacta você

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Criado em meados da década de 90 para aumentar as funcionalidades dos sites e permitir uma experiência mais rica aos usuários da ainda recente internet, o plugin Java está com os dias contados. A notícia, divulgada pela Oracle, até foi bem recebida por programadores e desenvolvedores, mas gerou dúvidas entre o público comum.

Afinal, por que o plugin foi descontinuado? O que farão os sites que utilizam o sistema Java para operar, com destaque para bancos, órgãos públicos e instituições de ensino? Entenda, neste artigo, como será o futuro sem o plugin Java.

Jovens instalam plugin Java

A criticada vulnerabilidade do plugin foi o motivo principal para o seu fim. Foto: iStock, Getty Images

As funções do plugin Java

Antes de detalhar os motivos para a descontinuação do plugin Java, é preciso entender o motivo pelo qual os plugins foram desenvolvidos. Basicamente, eles são mecanismos que oferecem mais funcionalidades aos sites, aumentando o repertório à disposição de desenvolvedores e programadores ao lidar com os navegadores.

É importante não confundir, portanto, plugins com extensões. Enquanto o plugin é uma ferramenta criada para os sites, as extensões são recursos que se destinam aos usuários, concedendo mais opções de configuração do navegador.

O problema é que o Java nunca foi uma unanimidade, e os navegadores se tornaram, a cada atualização, mais poderosos. Finalmente, em 2015, alguns dos principais do mercado tomaram medidas drásticas: o Google Chrome e o Mozilla Firefox desativaram plugins do tipo NPAPI (como o Java) de seus navegadores, enquanto o recém-lançado Microsoft Edge sequer oferece suporte ao plugin Java.

Nesse cenário, não havia como a Oracle, fabricante do software, continuar investindo no mecanismo ou remando contra a maré. E foi justamente a decisão tomada pelos navegadores que a motivou a encerrar as operações em Java, como é explicado na nota oficial (em inglês) divulgada pela companhia.

Plugin Java era alvo constante de críticas

O principal problema apontado por desenvolvedores e programadores diz respeito às vulnerabilidades do sistema. Como explica Tom Warren, editor do conceituado portal de tecnologia The Verge, em artigo publicado no fim de janeiro, o plugin se tornou uma dor de cabeça para quem precisava lidar com suas constantes falhas de segurança.

Uma das explicações para essa vulnerabilidade, aponta Warren, está no fato de que a empresa demorava para atualizar o plugin, e sempre o fazia por meio de mais “remendos”, o que só contribuía para enfraquecer ainda mais a integridade do sistema.

De fato, foi por motivos de segurança que os navegadores decidiram abolir a ferramenta – e também porque, com o aprimoramento da tecnologia, as funcionalidades do plugin Java deixaram de ser imprescindíveis.

As consequências e o futuro

Para permitir que os sites que utilizam o plugin Java se adaptem à nova realidade, a mudança será conduzida de forma gradativa. O plugin só terá sua operação encerrada em definitivo com o lançamento da versão 9 do Java Development Kit, prevista para março de 2017.

Até lá, a Oracle orienta os desenvolvedores a migrarem para tecnologias como o Java Web Start, que não é considerado um plugin. Há tempo suficiente para que os bancos e órgãos públicos brasileiros possam se adaptar.

Finalmente, é preciso lembrar que não há motivos para lamentar o fim da aplicação. Para especialistas em internet, uma web sem plugins é uma tendência, já que pode facilitar a compatibilidade de sites para uso em qualquer dispositivo e formato, como PC, tablet ou celular.

Além disso, como os navegadores já são plenamente capazes de processar animações, reproduzir áudio e suportar a transmissão de vídeos, não há nada a perder.

 

O que você achou do fim do plugin Java? Comente!

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