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por Vivo Seu Dinheiro

Pesquisa entre jovens desvenda o sonho do brasileiro

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Sim, os jovens são o futuro do planeta. E não é à toa, afinal, aquilo que as pessoas entre 18 e 24 pensam e desejam para si diz muito sobre o que vem pela frente. É o que confirma a agência Box 1824, que realizou uma pesquisa para desvendar qual é o sonho do brasileiro dessa faixa etária e a forma como ele se relaciona com suas oportunidades.

Os sonhos de uma nova geração de brasileiros

Os jovens entre 18 e 24 anos fazem parte da primeira geração global e digital de brasileiros. Eles são os primeiros a ter nascido em um mundo com internet e com facilidade de acesso às informações e pessoas de todo o globo.

Entender como eles enxergam o seu espaço e a forma como se propõem a atuar nele foi, segundo a Box 1824, o propósito de realização da pesquisa.

Formação superior assume papel de destaque como o sonho do brasileiro.

Realização pessoal e profissional predomina entre objetivos do jovem brasileiro. Foto: iStock, Getty Images

Se, na década de 90, o sonho do brasileiro jovem era ter dinheiro e um bom carro, hoje, a formação educacional, a qualidade de vida e as transformações sociais são o objetivo dessa população.

O Brasil tem, hoje, mais de 25 milhões de jovens entre 18 e 24 anos. Dessa parcela, 55% têm como maior objetivo alcançar uma formação profissional e um emprego dos sonhos, diz o estudo.

Na sequência, com 15%, vem o sonho de ter a casa própria. E o dinheiro, tão priorizado entre as gerações anteriores, vira o objetivo de vida de apenas 9% dos jovens – o que influencia diretamente nos objetivos de consumo. A compra de um carro, por exemplo, é o foco de uma parcela muito pequena desse grupo: 3% dos jovens brasileiros quer ter um veículo próprio.

Destaque para o valor dado à educação

Por sua vez, a formação superior assume papel de destaque como o sonho do brasileiro. São 79% dos jovens que ainda não estão em universidades. E, entre eles, 77% sonha em ingressar em uma faculdade.

Mas o que chama a atenção é a distribuição igualitária. Desde a classe A até a E, o número de pessoas que sonha com uma graduação não sofre grandes alterações.

O sonho do brasileiro entre 18 e 24 anos é também conseguir fazer algo que era impensável para a geração de seus pais: aliar a vida profissional à sua realização pessoal. Segundo a pesquisa, são exemplos aqueles que conseguem dar a mesma atenção aos dois campos, sem deixar nenhum dos dois prejudicados, mas sabendo a hora de priorizar.

Mas também é o sonho do brasileiro agir e transformar o seu país: 31% dessa população quer, acima de tudo, reparar as questões de respeito e cidadania no Brasil, diminuindo a corrupção e a violência.

Outros 28% têm como maior objetivo aumentar as oportunidades para todos, ampliando a oferta de empregos, dando igualdade de espaço para todas as classes, etnias e sexos, além de aumentar o acesso à educação.

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O sonho do brasileiro e as crenças

O sonho do brasileiro que nasceu nessa nova geração é fruto, conforme o estudo da Box 1824, de uma série de ressignificações sobre os principais pilares da sociedade.

A religião é um deles. Os jovens dessa faixa etária não se atém mais a uma única religião. Eles passam a buscar as próprias respostas e a própria espiritualidade com base no que conhece de várias crenças.

Porém, essa parcela de brasileiros também acredita em novos agentes de transformação e de diminuição da desigualdade social. Creem no uso do famoso “jeitinho brasileiro” como uma forma de criatividade. Boas ideias movem o mundo. Linguagem e poder simbólico, às vezes, são mais fortes do que o dinheiro e a força física.

Esses jovens passam, também conforme a pesquisa, a questionar o real valor do acúmulo de dinheiro, mesmo os que nasceram em classes mais abastadas. Eles entendem que a perspectiva econômica deve ser mais ampla e focar no uso e no aproveitamento dos bens ao seu nível mais profundo.

O uso consciente do dinheiro, seu destino correto e uma origem honesta também fazem parte dessas novas preocupações joviais. E é quando o dinheiro volta a ser concebido como sua ideia original (moeda para facilitar trocas) que a sociedade perde a prioridade consumista.

Hoje, 35% dos jovens acha que sua geração é de sonhadores e não mais de gastadores e acumuladores de bens. Esse dado resume bem o perfil dos brasileiros do futuro. Que tal se inspirar neles?

 

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