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por Vivo Seu Dinheiro

Penhorar joias: juros baixos e dinheiro rápido, mas há desvantagens

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Conseguir crédito junto aos bancos nem sempre é fácil, mas há caminhos variados. Com esse objetivo, uma prática antiga volta à moda: penhorar joias. Se você for muito jovem, talvez nem saiba o que é isso.

O que é penhorar joias?

Penhorar joias, ou colocar no joia no penhor, significa entregá-la como garantia de pagamento de um empréstimo. A consultora Ana Paula Pavanatti, da Reorg Gestão Financeira, lembra que esse é um produto financeiro que já foi muito utilizado.

“Com o passar dos anos, surgiram novas opções de crédito a juros menores e valores maiores a serem emprestados. Mas ainda há quem prefira penhorar algum bem de valor estimável e o juros para esse empréstimo continuam baixos”, destaca. O valor a ser emprestado, porém, tem o teto máximo de R$ 3 mil.

Análise para penhorar joias

Valor emprestado pelo banco depende da avaliação realizada sobre a joia. Foto: iStock, Getty Images

Como penhorar joias

A consultora financeira explica que, para colocar a joia no penhor, a pessoa deve levar o objeto até um banco que tenha essa opção de crédito para realizar uma avaliação. O candidato ao empréstimo deve preencher um cadastro para análise.

Mediante a avaliação da peça, ele saberá o quanto será possível financiar. O banco também realiza um cálculo da parcela que esteja dentro das possibilidades de pagamento mensal do cliente.

A Caixa Econômica Federal é, sem dúvida, o banco mais tradicional no que se refere ao penhor. Basta levar sua joia e a avaliação será realizada na hora, em frente ao cliente. Se estiver munido de documento – identidade e comprovante de residência – o dinheiro sai na hora.

Um dos fatores que torna interessante esse tipo de empréstimo é que não é necessário ser cliente do banco nem ter o nome limpo, uma vez que a garantia de pagamento já está com a instituição. Entretanto, a Caixa financia até 85% do valor do bem.

São aceitas joias em ouro ou outros metais nobres, pedras preciosas, objetos em prata, relógios e de valor e outros pertences que tiverem alto preço de mercado. A avaliação é realizada por peso.

Após o pagamento de todas as parcelas dentro do prazo estipulado, o cliente recebe o bem de volta. Em caso de atraso superior a 30 dias, a joia passa a pertencer ao banco e, depois, é leiloada.

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Vale a pena?

Para aqueles que têm direito ao crédito consignado, como os funcionários públicos, não há vantagens em optar por essa modalidade, afirma Ana Paula. Quando o valor que você deseja pode ser emprestado com desconto em folha, quando seu carro pode ser refinanciado ou se tiver um familiar que possa emprestar, não vale a pena entregar suas joias ao penhor.

Mas se você precisa de recurso imediato e tem alguma joia de valor para deixar como garantia ao banco, é válido considerar essa modalidade. “Vale lembrar que, para ter a joia de volta, é preciso pagar todas as parcelas. Do contrário, o banco ficará com seu bem”, sustenta.

Ela aconselha que seja montada uma planilha para verificar o que pode ser economizado. “É melhor guardar um certo valor,  por um determinado período, e pagar as contas à vista”, aponta. “Organização, planejamento e controle são as chaves para uma vida financeira saudável”, completa.

 

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