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por Vivo Seu Dinheiro

O que é e como funciona o aluguel de ações?

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Você sabia que é possível alugar ações? É possível sim e funciona mais ou menos da mesma forma que o aluguel de um imóvel ou carro. O aluguel de ações é uma operação financeira que possibilita que investidores proprietários de títulos os disponibilizem para empréstimo de investidores interessados em fazer operações com esses papéis.

O aluguel de ações é uma operação segura e consiste na transferência de títulos da carteira do investidor, o locador, para satisfazer necessidades temporárias de um investidor tomador, o locatário.

Mas como esse tipo de investimento funciona? Simples. O locador empresta suas ações, por um prazo determinado estipulado por ele, e recebe um aluguel por isso; já o locatário pode utilizar estas ações para realizar vendas descobertas (vender um ativo que não possui e depois comprá-lo, zerando a operação) ou liquidar outras operações em aberto.

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Ambos os lados ganham, mas os riscos só existem para o locatário. Foto: iStock, by Getty Images

Aluguel de ações: a quem interessa?

Geralmente, o aluguel de ações é um bom investimento para pessoas que detêm ações, mas não querem se desfazer delas a longo prazo. Alugar essas ações pode funcionar com um rendimento adicional às operações principais de compra e de venda.

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No caso dos investidores que tomam o empréstimo, esses ativos são utilizados para viabilizar estratégias específicas: vendê-las no mercado à vista; utilizá-las na liquidação de operações realizadas no mercado à vista; usar as ações como garantia para operações nos mercados de liquidação futura; ou como cobertura de lançamentos de opções de compra.

Aluguel de ações: vantagens e riscos

No caso dos proprietários, o aluguel de ações pode maximizar o retorno de sua carteira por meio da taxa que receberá pelo empréstimo. A taxa de remuneração tem oscilado entre 2% e 5% ao ano, mas pode ser ainda maior a depender do tamanho da demanda de aluguéis.

Outra vantagem é que, durante o aluguel, eles continuam a receber eventuais proventos concedidos pelas empresas emissoras dos papéis (dividendos, bonificações, subscrições etc).

Já para quem toma o empréstimo, esse tipo de operação permite a circulação de papéis que, de outra forma, estariam imobilizados na carteira do proprietário. Essa circulação pode gerar uma remuneração extra que, a princípio, não estava prevista no seu fluxo de caixa.

O processo de empréstimo envolve a transferência temporária da propriedade das ações para o locatário. Isso implica em direito de voto nas assembleias caso as ações não tenham sido utilizadas para venda.

Ambos os lados ganham, mas os riscos só existem para o locatário que toma o empréstimo. O maior risco é da flutuação da ação no período de vigência do contrato de aluguel.

Quem aluga um papel tem a expectativa de vender o papel e que o preço dele caia para poder recomprá-lo a um custo mais baixo, mas o contrário pode acontecer gerando prejuízo.

Tributação sobre aluguel de ações

Para o investidor locador, o aluguel de ações funciona como uma operação de renda fixa, sendo tributada como tal e retida diretamente na fonte. As alíquotas variam de 22,5%, para prazos inferiores a seis meses, até 15%, para prazos superiores a dois anos.

Para o locatário, a tributação varia de acordo com o uso das ações.

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