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por Vivo Seu Dinheiro

Não gostar do que faz prejudica a saúde e ainda afeta o bolso

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Não seria preciso nenhuma tese para comprovar que gostar do que faz ajuda a fazer fortuna mais rápido e, sobretudo, ser mais feliz. Entretanto, a quantidade de pessoas insatisfeitas com o trabalho impressiona.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte em 2012 apontou que 80% dos entrevistados não gostam de seu trabalho. Outro estudo, conduzido pela Gallup, mostrou que 63% (de 213 mil empregados) estavam infelizes com suas ocupações. Na contramão, os dados indicam que 86% das pessoas ricas gostam do que fazem, enquanto 7% amam sua ocupação.

Gostar do que faz ajuda a fazer fortuna mais rápido.

Estar feliz com a profissão é passo importante para alcançar sucesso na carreira. Foto: iStock, Getty Images

Quem não gostar do que faz pode procurar ajuda

A psicóloga e coach de carreira Luciane Linden e a acadêmica de Psicologia e orientadora Daniela Cardoso, ambas do Programa de Gestão de Carreira da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, fazem algumas observações sobre a importância de gostar do que faz.

Elas concordam que a pessoa que possui interesses e habilidades relacionadas com sua atividade terá melhor desempenho, pois tem motivação e mais facilidade na realização das suas atribuições.

“A paixão pelo trabalho torna possível inovar, implementar, realizar as atividades de maneira extraordinária. Isso tudo terá como consequência uma maior eficácia na sua área de atuação”, comenta Luciane.

Mas o contrário também é verdadeiro, alerta a especialista. “Se um indivíduo trabalha em uma área muito burocrática, com rotinas específicas, mas possui características muito artísticas e sociais, terá mais dificuldades em seguir as exigências do seu trabalho”, avalia.

Produtividade x gostar do que faz

Mas não se engane. Mesmo quem está infeliz com sua atividade profissional pode ter bom desempenho. “É mais raro, mas algumas pessoas, mesmo fazendo o que não gostam, conseguem ter boa produtividade, progredindo em suas carreiras”, afirma Daniela.

No entanto, ela considera que o preço pago por essa condição é alto. “Possivelmente, haverá sofrimento e frustração por desempenhar diariamente tarefas que não trazem realização”, afirma.

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Identifique com clareza o que não gosta

O conselho para quem se enquadra nessa situação é identificar o motivo pelo qual não gosta do que faz e se existe algo que possa ser modificado no seu contexto de trabalho.

É importante avaliar o descontentamento, verificando se ele está ligado à instituição na qual trabalha, ao ambiente, colegas ou às atividades que desenvolve.

Depois que houver clareza sobre os motivos que trazem infelicidade, deve ser repensada a atividade atual, a fim de encontrar a melhor solução.

“É interessante fazer um planejamento de carreira e se organizar financeiramente para que possa se inserir em outro local, onde as atividades tenham relação com seu perfil e também com seus princípios e valores de vida”, aponta Daniela.

Também é importante considerar o preço de não gostar do que faz. Segundo Luciane, é provável que traga prejuízos para a saúde, como estresse, depressão e, em casos mais graves, síndrome do pânico e síndrome de Burnout. “Isso também afetará suas relações sociais, especialmente com o cônjuge e familiares mais próximos”, finaliza.

 

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