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por Vivo Seu Dinheiro

Morar em Teresina pesa mais no bolso do consumidor em 2015

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Se você reside ou deseja visitar a capital piauiense, é importante conhecer o custo de vida local para planejar o seu orçamento. E as notícias não são boas: morar em Teresina ficou mais caro em outubro.  

Conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Centro de Pesquisas Econômica e Sociais do Piauí (Cepro-PI), a inflação em outubro foi de 0,97% na cidade – a maior em oito meses.

No ano, a alta já é de 8,29%. Já no período de 12 meses, a elevação no custo de vida é ainda mais expressiva e alcança  9,65%, conforme o diretor de estatísticas e informação da Cepro-PI, Elias Alves Barbosa.

Morar em Teresina ficou mais caro em setembro.

Combustíveis registraram a maior alta percentual nos preços em outubro. Foto: Renato Bezerra

Inflação em alta para morar em Teresina

Apesar de a elevação percentual de um mês para o outro parecer pequena, os preços tem pesado no bolso do consumidor piauiense.

Teresina abriga cerca de 26% da população e representa 45% do PIB do Piauí, mas o estado não conseguiu atingir o nível de industrialização dos vizinhos, Bahia, Pernambuco e Ceará, destaca Barbosa.

“Esse cenário faz com que sejamos eternos dependentes dos manufaturados de fora. E, por conta dessa dependência, o quadro inflacionário local é mais complexo, por ter que se adequar à sua própria estrutura e conjuntura e ainda adaptar-se aos problemas externos”, completa.

De acordo com o especialista, isso faz com que os teresinenses paguem por um transporte caro e precário, tenham o preço da moradia praticamente equivalente às demais capitais do Nordeste e o custo da alimentação, por conta da importação em massa, também se equivale ao contexto regional.

Entre as capitais brasileiras, Teresina é a 20ª mais cara, conforme ranking estabelecido pelo site Custo de Vida, uma iniciativa que compara cidades a partir do relato de usuários. Natal, Fortaleza, Aracaju e João Pessoa são capitais nordestinas mais baratas para se viver, segundo o site. No comparativo nacional, a cidade piauense ocupa a 84ª posição entre as mais caras.

Segmentos que elevam o custo de vida em Teresina

Combustíveis

Conforme apurou o IPC de outubro, as despesas básicas têm se tornado mais cara, elevando o custo de vida na cidade. O que mais tem pesado no bolso do consumidor teresinense são os combustíveis. Desde o inicio do ano, a gasolina registrou alta de 15,66%. Álcool e diesel também ficaram mais caros: 4.30% e 4,11%, respectivamente.

Com isso, o custo do transporte na capital do Piauí cresceu 1,69% em outubro, enquanto a alta em 2015 já alcança 11,39%.

Alimentação

Barbosa avalia que, assim como os combustíveis, o setor de alimentação também vem exercendo pressão sobre a inflação local. E um dos principais vilões dos preços é o açúcar. A alta do produto, que alcança 5,79% no mês, pode ser explicada justamente pelo maior preço do álcool – cenário no qual os investimentos produtivos priorizam o combustível em detrimento do bem alimentício.

A boa notícia no segmento de alimentação é que a dobradinha tradicional na mesa do brasileiro está mais barata para quem morar em Teresina: arroz e feijão tiveram uma ligeira deflação no período, com redução de 0,12% e 0,87% nos preços, respectivamente.

Já o custo da cesta básica ficou maior para o teresinense em outubro: 0,38% no mês e 11,21% no acumulado dos últimos 12 meses. Para Barbosa, a elevação percentual nos últimos meses reflete a conjuntura de instabilidade que atinge a sociedade brasileira, incluindo aí consumidores, produtores e fornecedores.

Saúde e cuidados pessoais

Em setembro, esse foi o segmento que mais impactou no aumento do custo de vida para morar em Teresina. Já em outubro, a realidade não foi muito diferente, com destaque negativo para a majoração da consulta médica: alta de 11.72%.

Educação

Junto com o setor de saúde, a educação se coloca como outra área que permanece abocanhando mais do que o esperado no orçamento das famílias, avalia Barbosa.

Segundo ele, um item em particular que chamou atenção em outubro foram os livros didáticos. A alta de 8,66% nos preços apareceu mesmo antes da abertura do período de matrículas – que é quando a elevação é aguardada. Também os cadernos, com 3,89% de aumento no período, ocupam destaque negativo no índice mensal de preços.

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