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por Vivo Seu Dinheiro

Menor poder de compra do brasileiro exige ajustes

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Não faz muito tempo que, diante de boas notícias econômicas, o brasileiro viu o seu poder de compra aumentar e o acesso ao consumo se tornar mais amplo. Mas a realidade é outra em 2015 e a tendência aponta para a manutenção da instabilidade, muito em razão da alta na inflação.

O maior impacto é sentido pelas famílias de baixa renda, que possuem reservas financeiras reduzidas e menos espaços para gastos entre as contas do mês. Com poucas opções, o endividamento é resultado comum das compras.

Inflação impacta no poder de compra

Você organiza a lista de compras da semana, vai ao mercado e, ao chegar no caixa, percebe que os itens levados mal vão suprir a alimentação nos próximos dias. Já a conta a ser paga permanece a mesma das outras vezes ou mesmo sofreu um aumento.

A situação parece familiar? É essa a sensação gerada pela diminuição no poder de compra do consumidor, destaca o economista Bernardo Baggio.

Quando o poder de consumo diminui, o risco de desequilíbrio nas finanças aumenta.

Elaborar uma lista de compras ajuda a gastar menos no supermercado. Foto: iStock, Getty Images

O crescimento da inflação – tão distante quando anunciado em forma de taxas – causa a subida dos preços e torna a sua renda insuficiente para arcar com os mesmos gastos que, até então, podiam ser quitados sem problemas.

“Essa sensação vai se alastrando pela economia, e os preços vão sendo reajustados, o que aumenta ainda mais a inflação”, explica Baggio.

Para tentar diminuir as perdas, chega um momento em que os próprios empresários tentam adiantar a inflação que ainda está por vir.

Para o economista, a medida pode gerar o efeito contrário, a partir da atuação do Banco Central. Mesmo com a economia fragilizada, os juros são mantidos em alta para segurar a compra e forçar a estabilização dos preços.

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Poder de compra reduzido requer adaptações

Quando o poder de consumo diminui, o risco de desequilíbrio nas finanças aumenta, especialmente se o padrão de vida for mantido, lembra Mauro Calil, especialista em investimentos do Banco Ourinvest.

Com a subida dos juros, o primeiro cuidado é evitar os empréstimos, que se tornam mais caros e difíceis de pagar. O próximo passo é avaliar o seu orçamento e entender quais mudanças podem ser feitas.

Para atravessar o momento de instabilidade, os principais cortes devem ser direcionados aos itens supérfluos. Isso significa reduzir os lanches fora de casa, adiar a viagem de final de semana e mesmo adaptar a lista de compras.

O importante é lembrar que a situação é temporária e minimizar ao máximo os seus efeitos é também uma maneira de garantir menos dores de cabeça mais tarde.

 

Já sentiu a diminuição no seu poder de compra? Comente!

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