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por Vivo Seu Dinheiro

Livro conta a trajetória do primeiro brasileiro a participar do Tour d’Afrique

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O jornalista Alexandre Costa Nascimento foi o primeiro brasileiro a cruzar o continente africano de Norte a Sul de bicicleta. Para contar essa aventura vivida em 2013, durante quatro meses no Tour d’Afrique, ele resolveu escrever o livro Mais que um Leão por Dia. Conheça um pouco mais da obra e dessa expedição, que atrai ciclistas do mundo todo.

Mais que um Leão por Dia

O título Mais que um Leão por Dia já dá uma ideia das dificuldades encontradas pelo brasileiro na aventura que é conhecida como a corrida mais longa e difícil do mundo. Segundo o autor, ele é uma síntese do desafio de se atravessar o continente africano pedalando 12 mil quilômetros sobre uma bicicleta.

“Dia após dia, etapa após etapa, os desafios são uma constante e aparecem das mais diversas formas: as longas distâncias; as temperaturas extremas; o relevo; o vento contra; os pneus furados; os problemas mecânicos; crianças tocando pedras; animais selvagens na beira da rodovia”, são alguns deles, completa Nascimento.

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Autor narra o desafio de atravessar a África em uma bicicleta. Foto: Acervo Alexandre Costa Nascimento

Estes, no entanto, são apenas alguns dos problemas enfrentados no Tour d’Afrique. Existe ainda uma questão mental, que é a maneira de como se encara cada um dos desafios que a vida propõe. Para o autor, a postura que se tem, quando estas dificuldades são apresentadas, tem relação direta com o sucesso ou o fracasso.

“A única certeza é a de que não há dias fáceis na África e de que, para se concluir uma etapa, é preciso encarar e superar cada desafio que aparece. E isso se repete dia após dia, durante os quatro meses do Tour d’Afrique”, explica.

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A geografia e as condições climáticas e políticas da África também podem representar obstáculos na corrida. Entre eles, o autor teve que: pedalar durante uma tempestade de areia no Sudão, escalar o equivalente ao Monte Everest em uma semana de pedal na Etiópia, a instabilidade política no Quênia, encarar distâncias acima de 200 quilômetros por dia em Botsuana e pedalar pelado no deserto da Namíbia.

Mas não foram só desafios e dificuldades que se apresentaram diante do jornalista. A natureza, os lugares lendários, a música e o povo africano foram pontos altos de todo o percurso. Para Nascimento, mais do que viver uma grande aventura, a sua participação no Tour foi a oportunidade de realizar um sonho de conhecer a África de perto.

A largada da expedição aos pés das pirâmides do Egito, ver os últimos templos antigos do Nilo e as paisagens bíblicas da Etiópia, se encantar com as Cataratas de Vitória Falls e o magnífico Kalahari, nadar nas águas do Lago Malawi e avistar a Table Mountain na linha do horizonte na África do Sul são, para ele, as imagens mais marcantes.

Além da paisagem, Nascimento também destaca a beleza das pessoas. Para ele, o contato com as comunidades e tribos de diferentes etnias e brincar de jogar bola com as crianças da Tanzânia, foram experiência únicas.  

O Tour d’Afrique

Criado no final dos anos 1980, a expedição foi ideia de Henry Gold, fundador e diretor do Tour d’Afrique Ltd. Inicialmente, seu conceito original era de produzir bicicletas de montanha a baixo custo para as necessidades de transporte local do povo africano. No entanto, o projeto demorou a decolar, e, em 15 janeiro de 2003, trinta e três ciclistas encontraram-se nas Pirâmides de Gizé e começaram a pedalar rumo ao sul. Quatro meses depois, estavam na Cidade do Cabo.

De lá para cá, o Tour d’Afrique passou a ser disputado anualmente, sem nunca perder o seu caráter social. O próprio Alexandre pretende ajudar a fundação organizadora do evento, ao doar parte do dinheiro arrecadado com a venda do seu livro para a compra e distribuição de bicicletas aos africanos.

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