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por Vivo Seu Dinheiro

Letras de câmbio: boa rentabilidade, mas aporte inicial alto

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Quem se preocupa em fazer o seu dinheiro render sabe que a poupança não é a melhor opção para guardar a quantia somada após longos anos de trabalho. As letras de câmbio, por exemplo, são muito mais rentáveis, sem deixarem de se mostrar como opções seguras.

Ao contrário do que o nome pode sugerir, as letras de câmbio não têm a ver com moedas estrangeiras. Então, fique tranquilo: se você investir neste tipo de título, não estará à mercê da flutuação diária, para cima ou para baixo, da moeda.

Avaliando letras de câmbio

Quanto maior for o prazo de carência, maior o rendimento e menor a incidência de IR. Foto: iStock, Getty Images

O que são letras de câmbio

A letra de câmbio é muito parecida com o Certificado de Depósito Bancário (CDB), só que, em vez de ser emitida por um banco, o seu emissor é uma financeira – sociedades de crédito, investimento e financiamento. Quando você compra uma letra de câmbio, é como se estivesse emprestando dinheiro à financeira, que irá remunerá-lo com uma taxa de juros.

O investimento mínimo costuma ser de R$ 20 mil ou R$ 30 mil – o que se mostra como uma das poucas desvantagens das letras de câmbio. Por outro lado, ela oferece rentabilidade diária e, se o investidor esperar até o vencimento, terá uma boa renda acumulada.

Há títulos que exigem que o prazo de carência seja respeitado, ou seja, você compra sabendo que só poderá retirar o dinheiro no seu vencimento. Se na venda for acordado o vencimento em dois anos, por exemplo, você não verá a cor do dinheiro até que esse prazo seja cumprido. Optando por essa modalidade, não aloque dinheiro que poderá precisar nesse meio tempo.

Mas há também letras de câmbio com liquidez diária, nas quais você poderá sacar o dinheiro aplicado quando quiser. A rentabilidade será um pouco menor, mas você terá essa segurança. Seja qual for a escolha, a recomendação é deixar o dinheiro rendendo por um bom tempo, para maximizar o lucro.

Rentabilidade e riscos

A aplicação mínima vai depender exclusivamente dos critérios da financeira escolhida, mas é comum que algumas ofereçam taxas mais atrativas a aplicações acima de R$ 50 mil. Geralmente, são as menores financeiras que têm os maiores juros, porque, como não são tão conhecidas, precisam pagar mais para atrair clientes.

Os investimentos são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), cuja cobertura é de R$ 250 mil por CPF e instituição. Ou seja, se você aplicar mais que isso, poderá ter prejuízo caso a financeira vá à falência.

A rentabilidade mais comum é a pós-fixada, geralmente atrelada a uma porcentagem do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Assim, o investidor vê seu rendimento oscilar de acordo com o mercado financeiro.

Há também a opção de uma taxa prefixada, que você conhecerá na hora de comprar as letras de câmbio. Nesse caso, o investidor poderá perder melhores oportunidades, se, entre a compra e o vencimento do título, índices como a taxa Selic aumentarem.

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Tributação decrescente

Se os rendimentos sobre as letras de câmbio for retirado depois de um mês após o investimento, estará livre da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Mas a tributação de Imposto de Renda (IR) vai existir em qualquer caso.

O IR é retido na fonte, então, não haverá muito trabalho para declará-lo, e ele vai incidir de forma decrescente quanto maior for o prazo da aplicação. Investimentos de até 180 dias sofrem uma carga de 22,5%; de 181 a 360 dias, de 20%; de 361 a 720 dias, de 17,5%, e superiores a 720 dias, de 15%.

 

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