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por Vivo Seu Dinheiro

Juros abusivos elevam o número de brasileiros endividados

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A cobrança de juros abusivos por determinados produtos financeiros, em especial quando há atraso no pagamento de contas, tem levado mais brasileiros ao incômodo posto de devedor.

Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio, houve crescimento de 62% no número de endividados ao final do primeiro semestre de 2015.

O estudo, realizado com 18 mil consumidores de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, apurou que a inadimplência ocorre com produtos como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros. 

Casal preocupado com juros abusivos

O atraso no pagamento das contas pode resultar no chamado efeito bola de neve. Foto: iStock, Getty Images

Pesquise taxas para evitar juros abusivos

Sem limite máximo estabelecido em lei, o consumidor pode ter dificuldades em compreender o que são precisamente os juros abusivos. A Justiça brasileira tem entendido que isso ocorre quando a taxa cobrada em um contrato está acima da média do que é praticado no mercado.

O ideal é que próprio consumidor realize uma pesquisa de valores antes de contratar qualquer tipo de produto financeiro. Isso ajuda a evitar que um atraso no pagamento o coloque em uma situação difícil de sair.

Para quem já está endividado e considera que o credor está cobrando juros abusivos, é possível solicitar revisão por meio do Procon ou Juizados Especiais Cíveis para valores até 20 salários mínimos. Acima disso, é possível buscar auxílio na Justiça Comum.

Juros abusivos são alvo de campanha

No início de setembro, a Associação de Consumidores (Proteste) lançou campanha contra os juros abusivos. A ação foi motivada, em parte, por levantamento da entidade que detectou a cobrança de até 725% de juros no crédito rotativo do cartão por parte de uma instituição bancária.

Essa modalidade corresponde a uma taxa diferenciada (a mais alta do mercado) cobrada quando o consumidor decide pagar o valor mínimo da fatura.

O valor é maior porque é uma espécie de empréstimo – a instituição paga para você não ficar endividado. Posteriormente, porém, as faturas vêm mais altas. No jargão popular, é o famoso “juro sobre juro”.

A entidade quer que o governo interrompa esse cenário, e propõe a criação de um teto máximo para os juros rotativos do cartão, a exemplo do que já ocorre em países como Portugal.

A sugestão da Proteste é cobrar, no máximo, o dobro do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Assim, garante-se uma remuneração de até 100% do custo da tomada de dinheiro.

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Juros estimulam a bola de neve

Optar pelo pagamento mínimo da fatura do cartão é uma das razões que levam o brasileiro a experimentar o chamado efeito bola de neve.

Uma simulação realizada pela Proteste deixa mais claro porque os altos juros são motivo de tanto endividamento. A entidade simulou uma dívida com um cartão com Custo Efetivo Total de 725% ao ano.

Se o consumidor não conseguisse pagar uma fatura de R$ 1 mil, optando pelo pagamento mínimo de 20% – nesse caso, R$ 200 – e deixasse rolar o restante da dívida ao longo de 12 meses, ao final desse período, estaria devendo R$ 6,6 mil.

Para evitar esse tipo de problema, é importante sempre pesquisar, ler os contratos e escolher com calma a melhor opção para você. Afinal de contas, o cartão não precisa ser um vilão das suas finanças: ele pode ser um bom instrumento de pagamento, desde que usado com consciência.

 

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