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por Vivo Seu Dinheiro

John Nash: Entenda duas lições de finanças ensinadas pela “Mente Brilhante”

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Morto no último dia 23 de maio, John Nash ganhou fama mundial ao virar tema de uma cinebiografia vencedora de vários prêmios, inclusive quatro Oscars: o filme Uma Mente Brilhante.

O longa-metragem conta um pouco da vida conturbada do matemático, que sofria de esquizofrenia e apresentava de modo superficial algumas das teorias que levaram o norte-americano a ganhar o Prêmio Nobel de Economia, em 1994.

Mas, antes de virar personagem cinematográfico, o matemático John Nash ganhou respaldo no mundo acadêmico ao criar uma série de teorias para explicar fenômenos econômicos importantes. Entre elas estão as chamadas “Teoria dos Jogos” e o conceito de “Equilíbrio de Nash”.

John-Nash

John Nash faleceu no dia 23 de maio de 2015. Foto: iStock, by Getty Images

Os dois conceitos se mostraram como ferramentas extremamente valiosas para a análise de setores industriais e comerciais e das estratégias de interação econômica entre duas ou mais empresas do mesmo ramo econômico.

As teoria de John Nash

A Teoria dos Jogos e o conceito de Equilíbrio de Nash deram a John Nash o prêmio Nobel em 1994, dividido com outros dois matemáticos. A Teoria dos Jogos é um ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas em que jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar o seu retorno.

John Nash ganhou fama mundial ao ter sua história contada no filme Uma Mente Brilhante. Foto: Reprodução

John Nash ganhou fama mundial ao ter sua história contada no filme Uma Mente Brilhante. Foto: Reprodução

Dentro do universo da economia, a teoria pode ser aplicada em situações de interação entre empresas que se encontram em situação de oligopólio ou mais especificamente de duopólio. De modo geral, John Nash parte da Teria dos Jogos para determinar a existência de uma estratégia dominante que produz um melhor resultado independente das outras estratégias presentes no mercado.

A partir da Teoria do Jogos, o matemático estabelece dois tipos de jogos: os cooperativos e os não cooperativos. No primeiro, os jogadores cooperam entre eles no sentido de obter o máximo de benefício comum. No segundo, esse tipo de cooperação não acontece, servindo para exemplificar o que acontece em um mercado econômico dominado pela lógica de concorrência.

O equilíbrio de John Nash

De acordo com John Nash, ainda que a economia parta do princípio da não-cooperação entre as partes, é possível que a busca individual da melhor estratégica econômica conduza o jogo a um resultado estável em que nenhuma das partes envolvidas altere o seu comportamento.

Isso acontece em virtude das previsões que os jogadores, no caso as empresas, podem fazer em relação ao comportamento dos concorrentes. De modo geral, o equilíbrio acontece quando duas empresas que possuem duas estratégias diferentes relativas a uma decisão de mercado acabam optando pela mesma estratégia a partir da ideia de uma escolha dominante por parte da empresa concorrente.

Nenhuma das empresas têm incentivo para alterar a sua estratégia baseada na previsão de que a outra também não mudará sua escolha. Assim, o equilíbrio proposto por Nash corresponde a uma combinação de decisões em que cada empresa opta pelo que é melhor para ela própria, considerando a decisão da outra empresa.

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