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por Vivo Seu Dinheiro

Investir em ouro requer análise do cenário econômico global

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Em tempos de crise econômica, com a que atinge o Brasil em 2015, a escolha da melhor aplicação para o seu dinheiro requer ainda mais atenção. Será um bom momento para investir em ouro, por exemplo? Saiba o que é preciso para entrar nesse mercado, qual o capital envolvido e entenda os cenários que influenciam nos rendimentos ao optar por essa modalidade.  

O ouro como investimento

Você pode investir em ouro comprando barras, o que oferece o risco de não conseguir vender na hora que desejar. Outra opção são os certificados, considerada a forma mais prática para o investidor, conforme Sandra Blanco, consultora de investimentos do grupo Órama. O padrão de negociação da BM&FBovespa é o lingote de 250g de ouro fino e OZ1 é o código do ativo financeiro.

De acordo com Sandra, é possível investir nos valores fracionários de 10g e 0,225g na Bolsa de Valores, mas há desvantagens tanto na hora da compra como da venda. No valor padrão, é necessário ter uma quantia alta para começar. “Começando com o padrão da Bolsa e tomando o valor da grama por R$ 124,50, por exemplo, o investidor precisará ter R$ 31.125,00”, exemplifica.

A crise global que enfraqueceu moedas fortaleceu o ouro.

Ao investir no ouro em barras, a venda pode não ocorrer na data que desejar. Foto: iStock, Getty Images

Para quem quer começar a investir em ouro, Sandra recomenda observar o cenário atual não só no Brasil, mas também mundial. “É um mercado volátil e sujeito a muitos fatores: política interna, economia global, câmbio. Não é recomendado para qualquer investidor”, alerta. Atualmente, o valor da onça, que equivale a 28,350g de ouro, gira em torno de US$ 1.118,00.

Segundo a consultora, até um mês atrás, analisando apenas o cenário do ouro, havia previsão de queda em função da alta do dólar. “Nesse caso, os investidores estavam preferindo investir em dólar”, afirma. Já nos últimos dias, com a China promovendo a desvalorização da sua moeda, o cenário voltou a mudar.

Em 2008, a crise global que enfraqueceu moedas e acabou fortalecendo o ouro, que se manteve em alta durante os anos seguintes – isso até ter rentabilidade negativa em 2013. Em 2015, o quadro volta a dar indícios positivos, ainda que discretos. A rentabilidade é de 3,34% ao mês e de 18,60% no acumulado do ano, longe ainda dos 30% de acúmulo do dólar, segundo Sandra. “Está tudo atrelado”, destaca.

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Quanto investir em ouro

Você reservou um bom valor, está informado sobre o cenário político e econômico e acredita estar preparado para investir em ouro. Mas não se limite a isso.

É preciso saber que não deve concentrar seus investimentos nesse único formato. Prefira procurar fundos que permitam investir com menor grau de risco.

Investir em ouro, segundo a consultora Sandra Blanco, é uma aplicação para pessoas com uma carteira ampla e robusta. “É uma estratégia bastante específica e não deve envolver mais que 10% da carteira”, recomenda.

 

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