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por Vivo Seu Dinheiro

Grau de investimento do Brasil rebaixado novamente: o que significa?

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Se a crise econômica no país já era assunto constante e motivo de preocupação, o cenário desfavorável ganhou um ingrediente a mais com o anúncio da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de um novo rebaixamento no grau de investimento do Brasil. Mas como isso afeta suas finanças, investimentos e economias?

A queda no grau de investimento do Brasil

Em setembro, a Standard & Poor’s já havia rebaixado a nota brasileira de BBB- para BB+, o que levou o risco de crédito do país a cair de médio para uma categoria de especulação. Agora, a nova baixa é de BB+ para BB.

A avaliação negativa não é apenas por parte da Standard & Poor’s. Outra agência de classificação de risco, a Fitch, também retirou o Brasil da lista dos bons pagadoresNesta quarta, dia 24/2, a agência Moody’s retirou o grau de investimento e rebaixou o Brasil para Ba2, a segunda nota do grau especulativo. Até então, ela era a única entre as 3 maiores que não tinha tirado o selo de bom pagador do país, que estava em Baa3, último nível do grau de investimento.

Cai o grau de investimento do Brasil

Avaliação internacional sobre a economia brasileira fica cada vez mais negativa. Foto: iStock, Getty Images

Na prática, o rebaixamento do grau de investimento do Brasil, que ocorre em razão da piora do crédito do consumidor, significa um maior risco. Em outras palavras, emprestar dinheiro ao país tornou-se mais inseguro para investidores estrangeiros.

Como em qualquer operação de crédito, quanto maior o risco, maiores os juros cobrados. No mercado externo funciona da mesma forma. Isso significa que o Brasil pagará juros maiores quando fizer um empréstimo – prática comum para um país que não tem reserva financeira.

Consequências para o brasileiro

Mas o que a classificação das agências internacionais muda em seu bolso? Tudo. A avaliação de risco do Brasil lá fora reflete de forma rápida nas relações comerciais internas. A primeira reação tende a ser a valorização do dólar frente ao real e o aumento das taxas de juros internas.

Em segundo lugar, com o aumento do custo de empréstimo, os preços de produtos e serviços já começam a subir.

Em terceiro lugar, a inflação tende a se elevar ainda mais, em decorrência do enfraquecimento do real, que aumenta o valor da matéria-prima da indústria e reflete no reajuste dos contratos, afetando também o preço final.

Projeções são pessimistas

A Standard & Poor’s não acredita que o conceito do Brasil volte a subir tão cedo. A agência estima que a economia brasileira tenha recuado em torno de 3,6% em 2015 e a projeção é de um novo tropeço superior a 3% em 2016.

Para a agência, o cenário de instabilidade econômica é o principal fator de risco. A S&P acredita que o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef dificulte muito a ação do governo, inclusive quando chegar ao final e independentemente de qual seja o resultado.

A fraqueza da economia brasileira, na avaliação da agência, deve provocar a contração do PIB real de forma “profunda e prolongada”.

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O que fazer?

Uma vez que o rebaixamento do grau de investimento do Brasil afeta o cidadão de forma direta, convém tomar algumas medidas – diga-se de passagem, as mesmas que vêm sendo sugeridas desde o início da crise econômica.

Em um momento como esses, uma enxugada no orçamento sempre cai bem. Como os juros estão aumentando frequentemente, é bom tomar cuidado nas compras parceladas, e só fazer essa opção quando tiver segurança quanto aos pagamentos.

Se o seu emprego estiver em risco, por exemplo, evite comprar em prestações ou prorrogue a compra. Além disso, não é momento de investir em supérfluos. Reduzir alguns gastos e fazer uma reserva financeira é o ideal no cenário nebuloso que se instalou sobre o país.

 

E você, como analisa a queda no grau de investimento do Brasil? Comente!

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