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por Vivo Seu Dinheiro

Fundo de capital protegido promete segurança para começar a investir

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Se você gostaria de fazer seu dinheiro render, mas tem receio de perder o pouco que possui, pode começar pelo fundo de capital protegido. A aplicação é indicada para quem deseja ingressar nos investimentos em renda variável, mas sem colocar em risco o que for investido.

Conforme explica o sócio do site Bússola do Investidor, Mateus Lana, a modalidade funciona com uma espécie de seguro, que impede que o investidor tenha grandes perdas. “Na prática, ele é um fundo multimercado, que investe em diferentes mercados, mas com uma limitação de variação”, diz. 

Fundo de capital protegido é opção de investimento rentável.

Rendimento seguro, mas limitado é característica marcante da modalidade. Foto: iStock, Getty Images

Como o fundo de capital protegido funciona

Cada fundo de capital protegido tem suas próprias regras, mas, em linhas gerais, a maneira de atuar é a mesma. O que varia é o ativo ou índice (Ibovespa, dólar, entre outros) ao qual a rentabilidade está vinculada e o período de validade.

Para facilitar a sua compreensão, pense em um fundo que aposte na alta do dólar ao longo de um ano, com 100% do capital protegido, mas limitação de ganho a 40%.

Conforme Lana, caso o dólar caia, o investidor recebe seu capital de volta, sem prejuízo. “Por outro lado, caso ele suba mais que o valor de limitação, você terá seu ganho máximo limitado a 40%”, esclarece.

O especialista destaca ainda que o capital ficaria comprometido por todo prazo do fundo, pois, em geral, não é permitido o resgate antes do tempo pré-estabelecido.

Fundo de capital protegido possui prós e contras

Assim como qualquer aplicação, o fundo de capital protegido tem seus prós e contras e, para avaliar o seu custo-benefício, é necessário saber o propósito de quem vai investir.

Para o investidor e fundador do site Investidor Inteligente, Lucas Andrade, existem maneiras de conseguir um patrimônio futuro superior ao oferecido pelo fundo, balanceando seus recursos entre renda fixa e renda variável.

Por exemplo, em um fundo de capital protegido que tenha o Ibovespa como parâmetro e uma limitação de ganho de 45%, o seu rendimento máximo vai estar vinculado a essa porcentagem, mesmo que o índice tenha uma alta maior que a prevista e se torne mais valorizado no mercado.

Ou seja, a sua renda fixa deixa de ganhar o valor adicional por conta da limitação imposta pelo modelo de investimento.

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Mesclar investimentos é alternativa

Para não cair na armadilha criada pelo próprio mecanismo de proteção, a sugestão de Andrade é que, ao invés de aplicar em um fundo de capital protegido, o investidor recorra a uma carteira de investimento, dividida entre 75% renda fixa e 25% ações.

Considerando uma aplicação de R$ 100, por exemplo, em que a renda fixa tenha retorno de 20%, seu lucro seria de R$ 90 nessa modalidade. “Desse modo, você só iria perder dinheiro se a Bolsa caísse no período mais de 60% – perda de R$ 10 dos R$ 25 alocados na Bolsa”, diz. Como essa é uma variação rara, a chance de ficar no prejuízo é pequena.

Em resumo, o risco de perda que o fundo de capital protegido se propõe a eliminar pode ser um problema para quem deseja alcançar lucros mais consistentes.

Se essa for a sua ideia, a saída pode ser buscar, através da divisão entre renda fixa e variável, modelos que também ofereçam segurança, mas com maior rentabilidade.

 

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