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por Vivo Seu Dinheiro

Fundo come cotas cobra imposto antecipado no investimento

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Se você não é muito familiarizado com a linguagem do mercado acionário, pode nunca ter ouvido a expressão come cotas. Mas, na prática, não precisa ser um investidor experiente para entender o seu significado.

O que é come cotas?

O come cotas é um evento que ocorre em determinados fundos de investimento. Ele nada mais é que o recolhimento de Imposto de Renda sobre o lucro. Essa cobrança normalmente ocorre duas vezes ao ano – em março e novembro.

Segundo o consultor de investimentos e fundador do General Investidor, Bruno Papi, a explicação para a expressão é simples: essa cobrança antecipada faz com que o número de cotas que o investidor detém, em determinadas aplicações, seja diminuído.

Pessoa calculando quanto o come cotas vai recolher do seu lucro.

Come cotas tem impacto maior em investimentos com rentabilidade em longo prazo. Foto: iStock, Getty Images

Impacto do come cotas

Agora que conhece o significado de come cotas, é preciso avaliar o seu impacto nas aplicações. O efeito dessa cobrança, por exemplo, é muito mais sentido em fundos de investimentos com rentabilidade em longo prazo, conforme explica o especialista.

“O impacto em fundos de longo prazo é muito ruim, porque com a cobrança antecipada desses impostos, o chamado juros sobre juros, é muito menor e menos eficiente. Afinal, o dinheiro que poderia ser reaplicado será mais baixo do que, por exemplo, em fundos que cobram Imposto de Renda apenas no resgate das cotas”, completa.

Existem duas formas de cobrança de Imposto de Renda nesses fundos: em curto prazo (o imposto é de 20%) e em longo prazo (15%), Mas há ainda fundos que cobram o imposto decrescente e apenas no resgate das cotas, ou seja, quanto maior o tempo de aplicação, menor a alíquota. Veja alguns exemplos:

  • 22,5% para investimentos de até 180 dias
  • 20% para investimentos de entre 181 e 360 dias
  • 17,5% para investimentos de entre 361 e 720 dias
  • 15% para investimentos com mais de 720 dias.

Na ponta do lápis

Para deixar o seu entendimento ainda mais claro, vamos a um exemplo prático. Um investidor que aplica em um fundo com come cotas, sofrerá o recolhimento do Imposto de Renda fixo ou decrescente durante todo o período que deixar o seu capital nessa aplicação.

Por outro lado, o investidor que escolher um fundo sem come cotas, pagará o Imposto de Renda uma única vez no resgate das cotas, podendo ser fixo ou descrescente, dependendo do tempo que o dinheiro ficou investido no fundo.

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Ao utilizar no exemplo taxas semelhantes, fica claro que o segundo investidor terá um rendimento maior em longo prazo, pois pagou apenas uma vez o imposto e o seu dinheiro não sofreu reduções ao longo do tempo. Além disso, como a taxa de juros se dá sobre o montante aplicado, esse total só se fez crescer.

Por outro lado, o investidor que aplicou em um fundo come cotas teve o seu dinheiro reduzido duas vezes por ano pelos impostos antecipados e, por isso, o seu montante em longo prazo ficará menor.

“No entanto, deve-se lembrar que tudo dependerá da taxa de juros contratada e também da taxa de administração, não podendo excluir de vez os fundos com come cotas apenas por esse fator”, finaliza Papi.

 

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