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por Vivo Seu Dinheiro

Fique de olho na bandeira tarifária para pagar menos na conta de luz

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As contas de energia elétrica em todo o Brasil não param de subir. Em alguns estados, a alta no ano já supera os 40%. No estado de São Paulo, foram dois reajustes em 2015. Além deles, outra novidade chegou ao bolso neste ano: a implantação da bandeira tarifária, sistema que sinaliza os custos reais da geração de energia elétrica.

De acordo com a assessoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as bandeiras tarifárias são uma forma transparente de apresentar ao consumidor um custo que hoje já está na conta, mas geralmente passa despercebido.

“Elas informam o custo mensal de geração de energia elétrica, dando ao consumidor a oportunidade de ajustar seu consumo ao seu preço real da energia”, explica o órgão.

A implantação da bandeira tarifária ajuda a pagar menos na conta de luz.

Fique atento: se bandeira tarifária for vermelha, sua conta de luz estará mais cara. Foto: iStock, Getty Images

Bandeira tarifárias em três cores

O Sistema de Bandeiras Tarifárias apresenta três cores que indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. Seguindo a mesma lógica dos semáforos de trânsito, as bandeiras levam as cores verde, amarela e vermelha.

Bandeira tarifária verde

Indica condições favoráveis de geração de energia, não representando nenhum acréscimo tarifário na conta.

Bandeira tarifária amarela

Indica condições menos favoráveis de geração de energia, implicando em um acréscimo de R$ 2,50 (sem impostos) na conta a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

Bandeira tarifária vermelha

Indica condições mais custosas de geração de energia, implicando em um acréscimo de R$ 4,50 (sem impostos) na conta a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

Objetivos das bandeiras tarifárias

Implantada desde janeiro de 2015 em todo o território nacional, as bandeiras tarifárias têm como objetivo principal deixar as informações da conta de luz mais transparentes, de modo que o consumidor use a energia elétrica de forma mais consciente.

Segundo a Aneel, as cores das bandeiras não estão relacionadas com o maior ou menor uso da energia elétrica pelo consumidor, mas sim com às condições atuais de geração de eletricidade pelas usinas, medidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico.

O órgão esclarece que o sistema apenas mostra ao consumidor que, naquele momento, a energia pode estar com uma tarifa mais alta graças às condições pouco favoráveis de sua produção. Para setembro, por exemplo, a bandeira tarifária é a vermelha.

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Conforme a Aneel, com a bandeira tarifária, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, ele pode adaptar seu consumo e diminuir o valor da conta.

No entendimento da agência, pela regra anterior, que previa o repasse somente nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara e, portanto, não havia como reagir a um preço mais alto.

A Aneel informa ainda que as bandeiras não criam um novo custo ao consumidor, mas que apenas direcionam a parte variável dos custos da energia elétrica. “Como o sistema é dinâmico, as bandeiras refletem instantaneamente a variação desses valores nas cores verde, amarela e vermelha, facilitando o entendimento dos consumidores”, finaliza.

 

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