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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda por que a compra e venda de títulos públicos sofre interrupções

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Se você é um investidor do Tesouro Direto, já deve ter percebido que a compra e venda de títulos públicos sofre paralisações em determinados períodos. Será uma instabilidade no sistema? Entenda por que isso ocorre e saiba quais são as consequências da parada para a sua aplicação financeira.

Paralisação na compra e venda de títulos públicos

Ao contrário do que possa parecer, as interrupções que ocorrem na compra e venda de títulos públicos não são nenhuma espécie de defeito, tampouco uma artimanha para que seu dinheiro renda menos. Ao contrário: é uma forma de proteger seu patrimônio.

Conforme Alexandre Marques, analista chefe da Elite Corretora de Valores Mobiliários, com a atual crise econômica e as dificuldades que o governo vêm enfrentando para combatê-la, há muita volatilidade em todo o mercado financeiro. “Essa grande variação de preços também ocorre nas taxas de juros dos títulos públicos negociados através do Tesouro Direto”, diz.

Segundo o regulamento do Tesouro Direto, o objetivo dessas suspensões é proteger o investidor de grandes oscilações nos preços dos títulos públicos em um curto espaço de tempo. Assim, evita-se que transações sejam feitas sob preços defasados ou descolados dos negociados no mercado.

Homens realizam compra e venda de títulos públicos

Objetivo da interrupção no sistema é proteger seu investimento em títulos públicos. Foto: iStock, Getty Images

Como fica o investidor?

No período em que a compra e venda de títulos públicos estiver paralisada, o investidor fica impossibilitado de operar no Tesouro Direito. Isso, apesar de parecer negativo em um primeiro momento, deve ser entendido como uma proteção em relação a mudanças bruscas de preços dos títulos públicos naqueles momentos de nervosismo do mercado.

As operações podem ser suspensas ao longo do dia, por tempo indeterminado. Por isso, não há frequência nem duração aproximada dessas paralisações.

Horários de funcionamento

Ainda que as pausas sejam totalmente imprevisíveis, é importante lembrar que o Tesouro Direto fica disponível para consulta 24 horas por dia, sete dias por semana. E os investidores podem realizar compras todos os dias, das 9 horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte.

No caso da recompra, o investidor pode vender os seus títulos todos os dias úteis, das 18 horas às 5 horas do dia seguinte.

Já nos fins de semana e feriados, é possível usar o sistema em qualquer horário. Se quiser vender nesse período, a operação pode ser realizada entre as 9 horas de sexta-feira até às 5 horas de segunda-feira, ininterruptamente.

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Brasileiros aderem ao Tesouro Direto

Entre os brasileiros que apostam na compra e venda de títulos públicos, o Tesouro Direto é aquele que tem maior adesão. Conforme o mais recente balanço do Governo Federal, referente a agosto, 15.187 novos participantes se cadastraram na modalidade, atingindo a marca de 552.166 investidores.

Esse número representa um aumento de 31,8% nos últimos doze meses. O número de investidores ativos chegou a 187.513, uma variação de 60,9% nos últimos doze meses.

Entre aqueles que aplicam no Tesouro Direto, 78,3% são homens e 33% têm idades entre 26 e 35 anos. Em relação às regiões do país, a Sudeste é a que mais possui cadastrados, com 69,1%, seguida pela Região Sul, com 14,5% do total de participantes.

 

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