Vivo
 
por Vivo Seu Dinheiro

Entenda para quem previdência privada vale a pena

A- A+

A previdência privada é uma opção ao benefício da aposentadoria ligada ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A principal diferença entre ela e a Previdência Social está no fato de que, na primeira, o contribuinte pode escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela é feita, recebendo o benefício de forma proporcional ao que contribuiu. Mas a previdência privada vale a pena?

A previdência privada vale a pena quando é vista como um investimento a longo prazo. Ela é válida ainda para quem não quer depender apenas da previdência social. “A maioria dos brasileiros se aposenta apenas pela previdência social”, constata o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

Você vai se interessar por:
Descubra se vale investir em plano de previdência para reduzir IR
Previdência privada: preste atenção a taxas antes escolher

“É importante ter em mente que a aposentadoria pelo INSS possui grande importância, mas ela representa uma queda nos rendimentos de quem possui ganhos maiores”, avalia Domingos. “Nesse caso, quem quer garantir uma segurança maior no futuro pode optar pela previdência privada complementar”.

seudinheiro-previdencia-privada-vale-a-pena

A previdência privada complementar pode ser de dois tipos: aberta ou fechada. Foto: iStock, Getty Images

Mas, antes de decidir se a previdência privada vale a pena ou não, é preciso que o contribuinte tome alguns cuidados. É fundamental que ele cheque se as taxas de manutenção são altas, se a rentabilidade é boa e quais são as taxas cobradas em caso de interrupção do plano, por exemplo.

Previdência privada vale a pena: tipos de previdência complementar

Fiscalizada pelo órgão federal da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a chamada previdência privada complementar pode ser de dois tipos: aberta ou fechada. “A primeira pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a segunda é voltada para um grupo fechado de pessoas geralmente da mesma empresa ou sindicato, sendo muito mais segura e interessante”, explica Reinaldo Domingos.

Além de classificação em aberta ou fechada, existem dois tipos básicos de previdência privada que mudam de acordo com as formas de tributação: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). O PGBL pode ser abatido na declaração de Imposto de Renda, mas é taxado assim que o dinheiro é sacado, levando em consideração o montante integral. Já o VGBL não pode ser abatido na declaração do IR, mas, quando o investimento é sacado, o imposto só incide sob os rendimentos, não o montante integral.

Previdência privada vale a pena para quem?

Mas para quem a previdência privada vale a pena realmente? O plano previdenciário é, na verdade, um gestor financeiro dos recursos de quem investe na aposentadoria complementar. “Esse plano é válido quando os cálculos referentes às contribuições ao INSS não garantem uma vida confortável no futuro”, explica o educador financeiro Reinaldo Domingos.

Isso vale, principalmente, para quem trabalha sob o regime de carteira assinada, que é obrigado a contribuir com a Previdência Social, e ganha bem acima do teto estabelecido pelo INSS: atualmente, R$ 4.390,24.

Segundo Domingos, a previdência privada vale a pena também para jovens na casa dos 20 anos em início de carreira que podem contribuir por muito tempo e com aportes pequenos. Profissionais autônomos que não contribuem com o INSS e trabalhadores de empresas que oferecem previdência complementar fechada, os chamados fundos de pensão, também são beneficiados por esse tipo de aposentadoria complementar.

Gostou das dicas de previdência privada vale a pena? Cadastre-se e receba nossa newsletter.

O controle financeiro pessoal e o futebol
vale a pena ter seguro
Ela aposta na longevidade saudável
Conversando sobre direitos do consumidor do plano de saúde
Pacientes com mais de 60 anos têm direito a acompanhante em caso de internação. Foto: iStock, Getty Images
Passo a passo para planejar financeiramente a gravidez