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por Vivo Seu Dinheiro

Números do Impostômetro alertam sobre cobrança de tributos no Brasil

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Apesar do peso que exercem sobre as finanças, nem sempre os impostos pagos recebam atenção na hora da compra. Você presta atenção quanto à carga de tributos que incide sobre tudo o que adquire? E ela não é pequena: segundo dados do Impostômetro, em 2015, o brasileiro já precisou trabalhar em média cinco meses apenas para pagar tributos.

É provável que você já tenha ouvido que o Brasil é o país que mais recolhe tributos no mundo, mas sabe dizer qual é o peso real que os impostos têm no seu bolso?

Impostômetro em São Paulo

Em março de 2015, painel registrava arrecadação superior a R$ 500 bilhões. Foto: Filipe Frazão, Shutterstock

Segundo dados do site oficial do Impostômetro, o Brasil iniciou o mês de agosto com arrecadação de tributos superior a R$ 1,1 trilhão. Com esse montante, seria possível fornecer cestas básicas para toda a população por um ano e meio, contruir 33 milhões de casas com 40m² ou comprar 43 milhões de carros populares.

A tributação incidente sobre os rendimentos dos trabalhadores é formada, principalmente, pelo Imposto de Renda Pessoa Física, pela contribuição previdenciária e pelas contribuições sindicais. Além disso, são pagos impostos sobre o consumo – já inclusos no preço dos produtos e serviços – (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS) e também sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR).

É preciso considerar ainda outras tributações, como taxas de limpeza pública, de coleta de lixo, de emissão de documentos e de iluminação pública, entre outras.

Para que serve o Impostômetro

É justamente por conta dessa dificuldade em estimar números precisos que surgiu, em 2005, o Impostômetro – ferramenta que completa 10 anos. Criado em parceria entre Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), tem a intenção de conscientizar a população sobre o quanto é arrecadado de tributos no Brasil.

O Impostômetro é responsável por registrar os tributos pagos pelos contribuintes brasileiros nas três esferas do governo: federal, estadual e municipal.

O presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, destaca a iniciativa pela capacidade de monitorar a arrecadação tributária em tempo real. “Seus valores são retirados de projeções referentes a dados públicos divulgados pelos órgãos arrecadadores”, explica.

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Principais estimativas do Impostômetro

Ao longo dos 10 anos de existência da ferramenta, não são poucos os números levantados. Segundo um estudo do Impostômetro, de lá para cá, a carga tributária brasileira só cresceu. De 2004 a 2014, ela subiu 2,23 pontos percentuais, passando de 33,19% para 35,42%. Isto representa mais de R$ 200 bilhões de arrecadação extra.

A única exceção foram os anos de 2009 e 2012, em que houve redução da carga tributária em relação ao ano anterior, sendo que nos outros oito anos ocorreu crescimento. Em média, o peso dos tributos se eleva em 0,22 ponto percentual ao ano.

Os impostos federais, por sua vez, tiveram queda em quatro anos (2008, 2009, 2012 e 2014) e crescimento nos demais – tendo como média anual de aumento dos impostos de 0,02 ponto percentual. Já nos âmbitos estadual e municipal, o crescimento na carga tributária foi de 0,16 e 0,04 pontos percentuais ao ano, respectivamente.

Em valores, a arrecadação tributária no Brasil passou de R$ 650,13 bilhões em 2004 para quase dois trilhões de reais (R$ 1.955,80 bilhões) em 2014. Isso representa um crescimento nominal de 201% e um aumento real de 78%, excluindo a inflação medida pelo índice IPCA.

Entre os produtos que mais acumulam tributos, segundo o presidente do IBPT, estão aqueles considerados como supérfluos, ou de luxo, ou que ainda causam malefícios à saúde, como joias, perfumes, eletrônicos, bebidas alcoólicas e cigarros.

A partir dos números levantados e com a preocupação quanto ao destino que está sendo dado aos tributos cobrados, o Impostômetro lançou a campanha #CadêoRetorno. Ela tem como objetivo incentivar a população a solicitar aos governantes o retorno dos tributos pagos em benefícios à sociedade.

 

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