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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda o que é swap e os seus tipos mais comuns

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No universo da economia e do mercado financeiro, há uma série de estrangeirismos que frequentemente confundem a cabeça de quem não tem formação na área ou não trabalha diariamente com o assunto. Entender o que é swap, por exemplo, é um pouco complicado para quem não tem conhecimentos básicos sobre instrumentos financeiros.

Na verdade, o swap não é muito utilizado por investidores pessoas físicas, mas vez ou outra o nome surge no noticiário econômico, porque uma estratégia envolvendo ele é conduzida por grandes empresas ou pelo Banco Central.

Grupo conversa sobre o que é swap

Contrato de swap representa uma operação de troca de rentabilidade e riscos. Foto: iStock, Getty Images

O que é swap?

Para entender o que é swap, em primeiro lugar, você precisa saber que ele é um derivativo. Assim são chamados os investimentos cujos rendimentos ou prejuízos dependem da variação de ativos, ou seja, eles derivam do preço desses ativos.

No caso do swap, ele deriva de pelo menos dois indicadores, cada um vinculado a uma parte do contrato. Swap nada mais é que do que uma troca de riscos entre dois agentes, envolvendo, geralmente, uma moeda estrangeira, taxas de juros ou commodities.

O que é swap cambial?

A melhor maneira de entender isso tudo é com um exemplo. E um caso comum de operações do tipo que aparece no noticiário é o swap cambial, uma prática usada pelo Banco Central (BC) do Brasil para conter a fuga de capital estrangeiro e, portanto, evitar a alta do dólar. É como se fosse uma venda em um mercado futuro.

Funciona assim: o BC assina um contrato de venda de dólares com agentes do mercado financeiro, com uma data de encerramento definida. O objetivo é oferecer à outra parte uma proteção contra a variação cambial, para que não precise comprar os dólares de fato, contendo a demanda pela moeda.

A sua segurança é que o BC vai pagar a diferença da variação do dólar observada no período em que o contrato está vigente, mais o cupom cambial, uma taxa de juros que incide sobre essa diferença. Já quem compra os swaps paga ao BC uma taxa de juros (equivalente à Selic) sobre o valor do contrato.

Trata-se de uma operação de troca de rentabilidade. O BC vai perder se a variação do dólar for maior que a Selic no período do contrato, e vai ganhar se a variação for menor.

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Outros tipos de swap

Agora que sabe o que é swap cambial, é interessante conhecer seus outros tipos, que envolvem os mais diversos índices. Pode ser, por exemplo, uma operação que envolve a troca de uma taxa de juros prefixada por uma taxa pós-fixada, como o CDI, ou vice-versa.

Assim, o investidor pode se proteger da flutuação da taxa pós-fixada: caso ela suba, são os rendimentos advindo desse investimento que serão recebidos; caso ela caia, vão valer os da taxa prefixada.

Algo semelhante pode ser feito com a troca de índices, como o IPCA e IGP-M ou índices de ações, como Ibovespa, IBRX e outros. Ainda, é possível trocar fluxos associados à variação de cotações de commodities, como a soja, o milho, o café e outros.

 

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