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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda o que é economia de mercado

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A economia, assim como qualquer área de conhecimento específico, tem jargões, conceitos e linguagem própria. Muitas vezes, ao assistir o noticiário, não se entende algumas informações, principalmente, para quem não está acostumado a acompanhar o assunto no dia a dia. Dentro desse contexto, que tal entender o que significa economia de mercado?

Economia de mercado x economia planificada

Antigamente, existia apenas dois modelos de economia: a de mercado e a planificada. A primeira era adotada pelas principais potências do mundo, enquanto a segunda, praticada por países de economia emergente, como a China, por exemplo.

“Na economia de mercado, as decisões relativas ao que produzir e o quanto produzir são definidas pelas pessoas por meio do sistema de preços. Se os preços aumentam, os consumidores comprarão menos e vice-versa. Já os produtores irão produzir mais quando os preços sobem”, explica o professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP), da FGV, Evaldo Alves.

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Na economia de mercado, as decisões relativas ao que produzir e o quanto produzir são definidas pelas pessoas por meio do sistema de preços. Foto: iStock, by Getty Images

Segundo ele, assim, há existe um melhor controle de produtos excedentes nos estoques das empresas. Pois, tanto os consumidores quanto os produtores irão buscar um nível geral de preços adequado a todos.

O economista e membro do conselho de administração do BNDES, Raul Velloso, vai além. Conforme Raul, o sistema de mercado acabou sendo consagrado especialmente por ser a maneira que melhor unifica os ideias dos regimes democráticos.

“São dois grupos que atuam independentemente, cada um procurando agir no sentido de obter o máximo de satisfação, no caso dos consumidores, e o máximo de lucro, do lado dos produtores. Agindo assim, o sistema leva ao máximo de bem-estar da sociedade como um todo”, complementa Velloso.

A ressalva feita pelo economista é no que diz respeito a criação de um monopólio (produtor único). Nesses casos, o governo participa para corrigir falhas que impedem que a economia de mercado funcione da melhor forma possível. “Quando ele cria uma agência que age no sentido de impedir a existência de monopólios”, exemplifica Raul Velloso.

Ao contrário do sistema de mercado, a economia planificada é quando o Estado determina todos os rumos da administração econômica. Assim, ele determina como, quem e onde produzir e consumir, através de um sistema de planejamento. O que leva a uma configuração de bens e serviços produzidos e consumidos bastante diferente do primeiro modelo.

China e sua economia

Antes a principal referência do modelo de economia planificada, a China caminha de forma acelerada para uma economia mista, ou de transição, conforme o professor Evaldo Alves. Ele afirma que, no interior do país, nas áreas agrícolas ainda existe as formas mais puras de planificação central, enquanto nas outra não há.

Entre outros fatores, principalmente à absorção de novas tecnologias, o ingresso de capital estrangeiro foi estimulado. Consumidores ganharam mais liberdade, mas o sistema chinês ainda tem interferência governamental, segundo Raul Velloso.

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“A economia chinesa é movida pelo objetivo do governo central de procurar tornar o país o maior produtor – e exportador – de produtos industrializados do mundo, aproveitando o fato de que os recursos internos requeridos para isso existem no país”, explica o economista.

Com essa “poupança” e o poder político centralizado, o país pode direcionar seu uso conforme julgar conveniente. Com efeito, em relação ao PIB de cada país, os chineses talvez sejam os maiores poupadores do mundo.

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