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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda o impacto da inflação no bolso do consumidor

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A inflação tem se tornado assunto cada vez mais comum no país, mesmo entre aqueles que não são especialistas em economia. O motivo é o seu aumento acentuado, que chegou a 8,89% no acumulado dos últimos doze meses. Mas, afinal, você sabe o que esse índice representa? Quem cresceu na década de 1980 certamente já se deparou com ele outras vezes.

Com a chegada do Plano Real, já na década de 1990, a taxa começou a baixar, e a economia alcançou um momento de estabilidade. Isso não significa dizer que o controle é permanente e que ela não possa voltar a preocupar, como acontece agora.

Efeitos da inflação no bolso do consumidor

Embora o assunto pareça distante da população, ele afeta diretamente o seu dia a dia. Como explica Mauro Calil, especialista em investimentos do Banco Ourinvest, o maior impacto é a diminuição do poder de compra. Ou seja, se antes o seu salário podia comprar um carrinho cheio de produtos no supermercado, o número de itens que podem ser levados diminui.

Afinal, enquanto os preços são reajustados de maneira constante, para acompanhar o movimento do mercado e não render perdas, a sua renda não aumenta da mesma maneira e passa a ficar defasada em relação aos novos valores cobrados. Para quem decide manter o mesmo padrão de consumo, o resultado pode ser o endividamento, alerta ainda Calil.

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Com a inflação, os preços sobem e consumir se torna mais caro para a população. Foto: iStock, Getty Images

Controle da inflação pelo governo

A sensação de que o seu dinheiro vale menos não fica restrita apenas ao consumir e a sensação se alastra pela economia. Com isso, os preços passam a ser reajustados com frequência e o índice aumenta ainda mais. O economista Bernardo Baggio lembra que um dos motivos que leva a esse processo é a indexação dos preços dos serviços, contratos e salários pela inflação.

“Chega um momento em que os empresários, sindicatos e pessoas em geral, começam a querer adiantar a inflação que ainda está por vir. Esse processo é como jogar gasolina para apagar um fogo”, aponta o economista. É justamente por isso que, mesmo diante de uma economia fragilizada, o Banco Central mantém os juros altos.

Desse modo, é possível segurar a demanda e forçar que os valores parem de ser reajustados. Ao mesmo tempo, o Governo Federal costuma adotar medidas complementares, como os cortes orçamentários e o incentivo ao superávit primário.

Ele representa a capacidade do país em manter as contas públicas em ordem e com saldo positivo. Para o mercado financeiro internacional, isso significa um sinal de que o país é confiável e oferece riscos menores de crédito, o que o torna uma boa alternativa para investimento de capital.

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