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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda o funcionamento do mercado de opções e seus riscos

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A volatilidade do investimento em ações representa o grande medo de muita gente que evita apostar nesse e em outros ativos de maior risco. Se esse for o seu caso, o mercado de opções surge como alternativa para ter bom rendimento e correr um risco controlado – no caso de quem compra a opção.

Pareceu complicado? Siga a leitura para entender o que significa adquirir uma opção de compra ou venda de ativos.

Homem analisa o mercado de opções

O prejuízo máximo do titular será o valor pago como prêmio ao lançador. Foto: iStock, Getty Images

O que é uma opção?

Uma opção é uma forma de derivativo, que pode ser referente a ativos como ações, moeda estrangeira ou mercadorias. O ideal é que sejam ativos negociados em um pregão, como a Bolsa de Valores, para dar total transparência à transação.

Adquirir uma opção significa ter a possibilidade de vender ou comprar determinada quantidade do ativo negociado até o vencimento dela. Tudo isso é negociado entre as duas partes, que são o titular e o lançador.

No mercado de opções, o titular é aquele que faz compra e tem o direito – mas não a obrigação – de exercê-la. Já o lançador é aquele que vende a opção, e é obrigado a atender o seu exercício caso o titular assim deseje.

Ou seja, os dois terão perspectivas opostas: enquanto um vislumbra a valorização do ativo, o outro prevê o contrário. Mas ambos com a mesma intenção: ter lucro.

O dinheiro pago pelo titular ao lançador é chamado de prêmio. Já preço de exercício é o nome do valor fixado para o ativo na data do vencimento, para o titular exercer ou não o seu direito. O titular paga o prêmio para ter o direito à opção, e o lançador recebe por se submeter a um risco maior.

O mercado de opções pode ser um bom negócio?

Se o mercado de opções ainda parece confuso para você, vamos dar dois exemplos: primeiro, o de um investidor que adquire a opção de compra de determinadas ações.

Vamos supor que o valor de cada ação hoje seja de R$ 20. O titular paga ao lançador um prêmio de R$ 2 mil para ter a opção de compra de 800 ações dessa empresa por esse valor (R$ 20) dentro de um ano (a data de vencimento).

Nesse caso, o investidor vai torcer pela valorização da ação. Se, depois de 12 meses, ela passar a valer R$ 28, ele irá adquirir 800 ações ao preço antigo: gastou R$ 2 mil pela opção, mas, vendendo as ações adquiridas, terá um lucro de 800 vezes pela diferença entre o preço de exercício e o valor atual da ação.

Ou seja, terá R$ 6,4 mil no bolso. Por outro lado, se o preço da ação cair, ele terá perdido os R$ 2 mil do prêmio, mas não precisará exercer o direito de compra – tendo seu prejuízo minimizado.

Já no caso da opção de venda, essa é uma aposta para quem possui um ativo e teme a sua desvalorização no futuro. Serve inclusive para produtores de commodities. Imagine que, hoje, a saca do milho esteja cotada em R$ 50 e que um produtor só vai colher a sua safra daqui a dois meses, temendo uma desvalorização do grão.

Nesse caso, ele pode adquirir uma opção de venda de mil sacas (ou o equivalente à sua previsão de colheita), por exemplo, a R$ 50 a saca. Assim, se o valor da commodity de fato cair, ele terá a garantia de receber R$ 50 por saca.

Por outro lado, se subir, ele não precisa exercer o direito de venda e poderá receber mais pela sua colheita. Mas é importante lembrar: exercendo ou não o direito, terá pago o prêmio ao lançador por ter adquirido a opção.

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Quais os riscos da operação?

Para o titular, o risco máximo no mercado de opções sempre será o valor negociado para o prêmio do lançador. Ele nunca terá prejuízo maior que esse, pois se a sua previsão não der certo, é só não exercer o direito à compra ou venda.

Já o lançador corre riscos muito maiores, pois seu prejuízo pode ser ilimitado, principalmente se ele tiver vendido uma opção de compra descoberto, ou seja, sem possuir os ativos que ele se comprometeu a vender. Nesse caso, ele ainda teria de comprar os títulos, em alta e vendê-los pelo preço de exercício.

Enquanto isso, na melhor das hipóteses, o lançador só vai lucrar com o prêmio negociado na transação. Por isso, ele precisa estar muito seguro sobre a tendência na qual apostou, já que será obrigado a aceitar a decisão do titular.

 

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