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por Vivo Seu Dinheiro

Entenda como funciona o contrato futuro e como começar a investir

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Quando se fala em contrato futuro, geralmente se pensa em algo complexo e é justamente por isso que muitos investidores têm dificuldade em compreender sua lógica. Esse tipo de aplicação requer um pouco mais de experiência, mas seu funcionamento é simples de entender.

O contrato futuro nada mais é que o compromisso de comprar ou vender um ativo, em uma data futura previamente acertada e que não é, necessariamente, a data do vencimento. Em outras palavras, cria-se uma expectativa de valor de um ativo no futuro, e ele é negociado em forma de um contrato.

Pessoas investindo em algumas opções de contrato futuro.

Método pode aumentar ganhos e proteger câmbio em operações internacionais. Foto: iStock, Getty Images

Para quem é indicado o contrato futuro?

Na maior parte dos casos, os investidores utilizam esse mecanismo para especulação – ou seja, fixam valores na tentativa de ganhar mais do que valem os contratos, aumentando seus rendimentos. Há também uma parcela que utiliza essa estratégia como proteção contra a variação da moeda estrangeira.

É o caso dos importadores, que se preocupam com os preços dos produtos. Nesse caso, dá-se o nome de hedge ao mecanismo de proteção cambial em relação à volatilidade dos preços.

Condições

Os contratos futuros são, obrigatoriamente, negociados na Bolsa de Valores – que padronizam suas características. Por essa razão, comprador e vendedor não precisam se conhecer. Afinal, a Bolsa dá a garantia de que o contrato será honrado.

A padronização é uma medida de segurança para evitar problemas caso seja necessária a entrega física na data de vencimento. Cabe lembrar que a liquidação física ocorre na minoria dos contratos, sendo a maioria com liquidação financeira.

Nesse tipo de estratégia, entre os mais negociados estão os contratos DI de um dia, os contratos futuros de dólar, do índice Bovespa e de várias commodities – como soja, milho, algodão, entre outras. No Brasil, eles são operados somente na BM&FBovespa.

Para reduzir o risco de inadimplência, a Bolsa solicita as chamadas “margens de garantia”, que devem ser depositadas pelo investidor quando inicia a operação, mais os ajustes diários. Esses ajustes permitem a liquidação financeira diária de lucros ou prejuízos das posições, reduzindo o risco.

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Contrato futuro x mercado a termo

O mercado a termo é facilmente confundido com o contrato futuro – uma vez que seus contratos também podem ser negociados em data pré-determinada – mas há diferenças. No caso do mercado a termo, a compra ou venda é somente de um ativo real, ou seja, de uma mercadoria.

O contrato é bastante detalhado e tem movimentação financeira somente na liquidação. Entretanto, há desvantagens como baixa liquidez, pouca transparência e risco de crédito. Isso porque as principais mercadorias (milho, soja ou café, por exemplo) dependem de muitas condições para ficarem prontas em tempo, e podem desvalorizar. Além disso, o ajuste de preços é somente no último dia.

 

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